Luxemburgo vê clima de ''terrorismo''

Incomodado, técnico responde a provocações de diretor do Sport

Angela Lacerda e Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

19 de março de 2009 | 00h00

O Sport já solicitou à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) um árbitro estrangeiro para os jogos com o Palmeiras. O vice-presidente de futebol do clube, Guilherme Beltrão, acusa Luxemburgo de criar um ambiente hostil para a partida. O treinador palmeirense rebate. A 20 dias da decisão, o clima não anda nada bem entre paulistas e pernambucanos. Beltrão garante que o Palmeiras nada terá a temer quando chegar ao Recife. "Não fomento clima de hostilidade nem de guerra, e a Polícia Militar de Pernambuco é competente para dar total proteção ao Palmeiras", afirmou o dirigente. Na sua interpretação, Luxemburgo está tentando criar caso porque ele, Beltrão, pediu um árbitro de fora do País para apitar as partidas dos dias 8 e 15. "O Palmeiras não tem problema com arbitragem. Pode trazer de fora", respondeu ontem Luxemburgo, no programa Jogo Aberto, da Band. "Ele (Beltrão) esqueceu que o Sport foi campeão da Copa do Brasil com árbitro brasileiro, e ganhou três vezes da gente no ano passado com juiz daqui."Beltrão reclama ainda que o técnico palmeirense tentou jogar a mídia contra o time pernambucano e lembra que, após a derrota por 4 a 1 pela Copa do Brasil, no ano passado, Luxemburgo tratou de arrumar desculpas para o tropeço. "Ele insinuou que o hotel estava conivente com alguém que queria prejudicar o Palmeiras", observou Beltrão, lembrando que alguns jogadores palmeirenses teriam passado mal com a comida do hotel. "Se isso aconteceu, por que ele não disse quando estava aqui no Recife para o jogo? Ele é um mentiroso", atacou Beltrão.Os palmeirenses estão irritados com a atitude do vice do Sport. "Não sei como uma pessoa que não significa nada para o futebol consegue ter espaço", lamenta Luxemburgo. "Podem gerar violência (as declarações). Se acontecer algo, ele tem de ser responsabilizado. Ele está criando um clima de terrorismo." Os dirigentes do clube tentam evitar o confronto nos bastidores. "Temos de jogar futebol, não criar polêmicas", pede o diretor de futebol Genaro Marino. "Gera uma tensão em todos que estão envolvidos." Toninho Cecílio, gerente de futebol, ensina qual deve ser a postura da equipe. "Vamos nos concentrar apenas no trabalho."

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