Pawel Dwulit/AP
Pawel Dwulit/AP

Lyoto Machida encara o campeão Jon Jones no UFC em busca do cinturão

O brasileiro, que já foi detentor do título dos meio-pesados, tenta retomar a preciosa cinta no evento

MORENO BASTOS - Jornal da Tarde,

10 de dezembro de 2011 | 09h52

SÃO PAULO - O Brasil tem a chance de conquistar neste sábado seu quarto cinturão do UFC - os outros campeões são Júnior Cigano, Anderson Silva e José Aldo. Em Toronto, no Canadá, Lyoto Machida entra no octógono para enfrentar o norte-americano Jon Jones. O brasileiro, que já foi detentor do título dos meio-pesados, tenta retomar a preciosa cinta no evento que contará com a participação dos irmãos gêmeos Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro, que pela primeira vez estarão juntos numa mesma edição. O Canal Combate transmite a partir das 20h50.

Lyoto encara o UFC 140 como o momento de recuperar o prestígio na carreira. Ele teve um início fulminante no MMA (Artes Marciais Mistas, do inglês) e chegou a oito vitórias. Estreou no UFC com vitória sobre Sam Hoger e depois de mais cinco conquistas, teve o direito de disputar o cinturão. Superou Rashad Evans e tornou-se campeão.

Em sua primeira defesa, ganhou do compatriota Maurício Shogun, mas na revanche, pouco mais de seis meses depois, acabou sendo derrotado e perdeu o título.

Na tentativa de se reerguer, perdeu numa decisão polêmico dos juízes para Rampage Jackson, mas na luta seguinte, contra o veterano Randy Couture, deu um nocaute espetacular e retomou o caminho das vitórias.

Agora, ganhou a chance de enfrentar o campeão Jon Jones, que recentemente foi eleito o melhor lutador do ano no World MMA Awards, considerado o Oscar da modalidade. Apesar do favoritismo do adversário, o brasileiro está confiante para o duelo. “Estou mais maduro, mais tranquilo, mais confiante. Aprendi muito com a derrota. No começo, a gente fica meio sem entender, mas depois vi que tudo aquilo me ajudou a mudar”, disse.

Para o torcedor brasileiro, o UFC 140 também chamará a atenção por causa das lutas de Minotauro e Minotouro. O primeiro encara Frank Mir, para quem perdeu em dezembro de 2008, no UFC 92, e sofreu seu primeiro nocaute na carreira.

“Ele é desrespeitoso, chato, mas tenho de me concentrar. Contra ele, naquela vez, acabei errando no cálculo de distância. Por ser canhoto, ele tem uma saída e uma entrada muito rápidas. Mas a resistência é um dos pontos fracos. Ele cansa rápido e por isso entra na luta com muita vontade”, afirma Minotauro.

Seu irmão, que vem de duas derrotas no UFC, vai enfrentar Tito Ortiz, outro veterano do octógono. A união familiar neste momento pode fazer a diferença, segundo Minotauro.

“Geralmente, quando você tem irmão, sua ligação é maior com seus pais. Mas com irmão gêmeo é diferente. Minha ligação com ele é maior do que com os meus pais. Minha mãe saía para a rua e nós ficávamos em casa, um cuidava do outro. É uma relação diferente”, explica.

CONFIANÇA

Os dois treinaram juntos e estão otimistas. “O Rogério está bem treinado e empolgado. Melhorou muito nas últimas três semanas e está bem. Acho que será uma grande luta, de um ex-campeão contra um trocador. Ortiz costuma fazer uma luta bonita e o Rogério está com bom chão e pode definir a luta assim. Mas acredito em um nocaute.”

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