Lyoto Machida tem um grande desafio neste sábado no UFC em Jaraguá do Sul

Brasileiro encara Gegard Mousasi na luta principal do evento em Santa Catarina

O Estado de S. Paulo

15 de fevereiro de 2014 | 05h58

Mesmo sem uma disputa de cinturão em jogo, o UFC Jaraguá do Sul promete combates interessantes para a categoria dos médios, neste sábado, em Santa Catarina. Na luta principal, Lyoto Machida enfrenta Gegard Mousasi. Um pouco antes, Ronaldo Jacaré pega Francis Carmont.

Ex-campeão dos meio-pesados, Lyoto Machida teve uma boa estreia nos médios. Em Manchester, o baiano nocauteou Mark Muñoz e já aparece no quarto lugar da categoria. Apesar de ser apenas a sua segunda luta com 84kg, Dana White, presidente do UFC, já cogita a possibilidade de colocar o brasileiro em uma disputa de cinturão, caso vença Mousasi.

Especialista em caratê, Machida possui um retrospecto de 20 vitórias e 4 derrotas e sua estratégia de luta deve se basear nos contra-ataques, com chutes altos e fortes, sua principal característica. Já Mousasi, apesar de ser experiente, faz apenas sua segunda luta no UFC e se preocupa com o estilo de luta do brasileiro.

"Ele é um lutador muito diferente de um trocador normal, ele é mais um cara que joga no contra-ataque. Eu diria que ele é um lutador muito inteligente. Ele te atrai, ele finta, mas eu estudei bem o seu estilo e acho que, mesmo a luta sendo no Brasil, posso lidar com isso", avisa.

Na segunda luta mais importante da noite, Ronaldo Jacaré, terceiro no ranking dos médios, é o favorito contra Carmont. A luta servirá para o brasileiro testar seu jiu-jítsu, habilidade na qual é pentacampeão mundial. O francês, que treina com o ex-campeão George St. Pierre, é especialista na luta agarrada e deve ser o primeiro a tentar lutar de igual para igual no chão com o brasileiro.

"Até hoje não peguei nenhum adversário que tenha tentado me derrubar e usar o wrestling contra mim, então quero ter esse desafio de enfrentar alguém que busque me colocar para baixo", diz Jacaré, que também possui a trocação como ponto forte.

Carmont não se assusta com o histórico do brasileiro e confia no seu poder de fogo para sair com a vitória. "Sei que ele é forte no chão, mas eu sou diferente de qualquer cara com quem ele já tenha lutado. Estou preparado para tudo. Se ele quiser trocar em pé, vamos fazer isso. Se a luta for para o chão, estarei pronto", conclui.

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