Lyoto Machida tenta quarto título mundial para o Brasil

Brasileiro vai enfrentar Jon Jones, melhor lutador da atualidade e dono do cinturão dos meio-pesados, no Canadá

MORENO BASTOS, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2011 | 03h07

O Brasil tem a chance de conquistar hoje seu quarto cinturão do UFC - os outros campeões são Júnior Cigano, Anderson Silva e José Aldo. Lyoto Machida entra no octógono em Toronto, no Canadá, para enfrentar a sensação Jon Jones. O brasileiro, que já foi detentor do título dos meio-pesados, tenta retomar a preciosa cinta no evento que contará ainda com a participação dos irmãos gêmeos Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro, que pela primeira vez estarão juntos numa mesma edição. O Canal Combate transmite ao vivo a partir das 20h50.

Jon Jones foi eleito o melhor lutador do ano. Apesar do favoritismo do rival, o brasileiro está confiante. "Estou mais maduro, mais tranquilo, mais confiante. Aprendi com a derrota (para o também brasileiro Maurício Shogun). No começo, a gente fica meio sem entender, mas depois vi que tudo aquilo me ajudou a mudar", disse.

Para o torcedor brasileiro, o UFC 140 também chamará a atenção por causa das lutas de Minotauro e Minotouro. O primeiro encara Frank Mir, para quem foi derrotado em dezembro de 2008. No UFC 92, e sofreu seu primeiro nocaute na carreira. "Ele é desrespeitoso, chato, mas tenho de me concentrar. Contra ele, naquela vez, errei no cálculo de distância. Por ser canhoto, ele tem uma saída e uma entrada rápidas. Mas a resistência é um dos pontos fracos. Ele cansa mais rápido e por isso entra na luta com muita vontade", diz Minotauro.

Seu irmão, que vem de duas derrotas, vai enfrentar Tito Ortiz, outro veterano. A união familiar pode fazer a diferença, diz Minotauro. "Geralmente, quando você tem irmão, sua ligação é maior com seus pais. Mas com irmão gêmeo é diferente. A ligação é maior. Minha mãe saía para trabalhar e nós ficávamos em casa, um cuidava do outro."

Os dois estão otimistas. "O Rogério está muito bem treinado e empolgado. Melhorou muito nas últimas três semanas. Ortiz costuma fazer uma luta bonita e o Rogério está com bom chão e pode definir a luta assim."

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