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Madri aposta nas presenças do rei e primeiro-ministro

Cidade está certa de que pode superar o presidente norte-americano Barack Obama em número e importância

Kevin Fylan, Reuters

30 de setembro de 2009 | 15h07

Madri não apenas acredita que tem a melhor candidatura para a Olimpíada de 2016, como está certa de poder superar o presidente norte-americano Barack Obama em número e importância.

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"Como faço campanha por Madri, posso dizer que o presidente Obama é uma personalidade extraordinária", disse o representante espanhol no Comitê Olímpico Internacional (COI) Juan Antonio Samaranch Jr, filho do ex-presidente do COI. "Isso significa uma personalidade extraordinária. Nós traremos, número um, Sua Majestade o Rei da Espanha e, número dois, o primeiro-ministro Zapatero. Assim, são dois contra um."

Obama discursará na sessão de sexta-feira do Comitê Olímpico Internacional, quando os membros escolherão entre Madri, Chicago, Tóquio e Rio de Janeiro para ser a cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A primeira-dama Michelle Obama chegou a Copenhague na quarta-feira para começar o lobby.

Madri organizou uma forte candidatura quando Londres venceu a disputa pelos Jogos de 2012. Desta vez, a candidatura madrilenha novamente conta com amplo apoio da população em Madri e por toda a Espanha, enquanto boa parte da infraestrutura já está pronta.

Com os Jogos de Barcelona de 1992 ainda frescos na memória do movimento olímpico, Samaranch acredita que a capital espanhola tem um argumento poderoso. "O legado em Madri será muito importante, mas estamos colocando as pessoas na frente da infraestrutura", disse Samaranch.

"Se você se lembra do que aconteceu em Sydney (em 2000) ou em Barcelona, as pessoas mudaram. Quando os Jogos terminaram, as pessoas estavam mais otimistas, mais orgulhosas de si e isso criou por muitos e muitos anos, ao menos no meu país, um crescimento maior, uma recuperação maior, educação, tudo melhor", declarou. 

"Esse é o tipo de legado: mais nas pessoas do que nas pedras ou nas pontes ou no aço. Esse é o legado que Madri certamente pode oferecer a nós, espanhois, e ao restante do mundo", assinalou.

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