Madri é eliminada na primeira votação para sede da Olimpíada 2020

Japão surge como favorito após primeira votação em Buenos Aires

Ariel Palacios, O Estado de S. Paulo

07 de setembro de 2013 | 16h16

BUENOS AIRES - Madri não vai ser sede dos Jogos Olímpicos de 2020. A cidade espanhola após disputar o empate com Istabul, da Turquia. O Japão, primeiro colocado na primeira votação surge como favorito para receber a competição. O anúncio oficial sobre a cidade escolhida será realizado em uma sessão do COI entre as 17:00 e as 17:30 horas.

ISTAMBUL

Os representantes turcos afirmam que o país poderá garantir "jogos tecnicamente excelentes" e que a Turquia está em "crescimento econômico". Além disso, citaram como exemplo de preparação o recene sucesso na organização dos Jogos do Mediterrâneo.

O primeiro-ministro Recep Erdogan, que desembarcou em Buenos Aires após uma viagem de 16 horas desde São Petersburgo, onde participou da reunião do G-20, afirmou que a Turquia, se Istambul for escolhida, "será o primeiro país muçulmano da História a ter a sede dos olímpicos". Segundo Erdogan, "Istambul reúne dois continentes". O primeiro-ministro também ressaltou que a eventual eleição de Istambul permitirá que a cidade mostre à região que "as semelhanças" entre os vários povos da área "são mais fortes do que nossas diferenças". Segundo Erdogan, a olimpíada em Istambul "serão os jogos da paz".

Respondendo perguntas dos membros do COI sobre a capacidade de transportes, Erdogan sustentou que as obras do aeroporto de Istambul - e as estradas de acesso - estarão prontas até 2017. Na coletiva de imprensa realizada na sequência, o vice-primeiro-ministro Ali Babacan afirma que Istambul está preparada para que os jogos sejam um "sucesso". Segundo ele, em Istambul "unem-se dois continentes". Kadir Topbas, prefeito de Istambul, sustentou que a maior parte da população dessa cidade e da Turquia respaldam a candidatura para os jogos de 2020.

TÓQUIO

Os representantes japoneses destacaram a "paixão" dos habitantes da cidade pelo esporte, além de ressaltar que a tecnologia de ponta nipônica poderá desenvolver a conexão dos jovens com os jogos.

O primeiro-ministro Shinzo Abe, em um breve discurso, sustentou que "Tóquio é uma das cidades mais seguras do mundo". Segundo ele, o acidente de vazamento de radioatividade da central nuclear de Fukushima (a 240 quilômetros ao norte da cidade) "não teve nem terá impacto sobre Tóquio". Abe também fez uma confidência pessoal, afirmando que os jogos olímpicos de 1972 em Munique o levaram a dedicar-se ao arco e flecha quando entrou na faculdade em 1973.

Os japoneses sustentaram que "Tóquio é o sócio adequado no momento certo". Na sequência da apresentação, os representantes japoneses passaram por uma sabatina dos membros do COI. Nessa etapa, o primeiro-ministro Abe voltou a insistir que não existem riscos gerados por Fukushima, já que, segundo ele, a água contaminada pelo vazamento dessa central está "bloqueada".

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