Madson e Elias, baixinhos que resolvem

Meia é peça fundamental do Santos. Corintiano se destaca por vitalidade

Fábio Hecico e Sanches Filho, O Estadao de S.Paulo

25 de abril de 2009 | 00h00

Madson recebe na corrida e, num toque sutil, desvia de Marcos para abrir o placar no Palestra Itália. Elias, também em velocidade, passa por marcadores do São Paulo e estufa a rede de Rogério Ceni. Dois gols importantes nas semifinais que colaboraram muito para Santos e Corinthians chegarem à final.Em elencos nos quais Kléber Pereira e Ronaldo, goleadores natos, são sempre apontados como principais peças para definir um duelo, Madson, 1,60m, e Elias, 1,73m, viraram peças indispensáveis para o brilho de suas equipes.O baixinho santista ficou no banco no duelo do primeiro turno. Entrou na fase final para incendiar um confronto até então sem dificuldades para o Corinthians. O Santos perdeu por 1 a 0, mas ali estava provado que Madson não poderia mais deixar a equipe titular. Hoje o garoto, que no fim de 2008 chorou com a queda do Vasco para a Série B, pode dar início de vez à volta por cima da carreira, caso repita as grandes apresentações dos últimos jogos."Conquistar um título vestindo a camisa 10 do Pelé seria o máximo pra mim. Espero ajudar bastante a equipe para revertermos a vantagem do Corinthians", afirma, sempre sorridente. "Fui apelidado de Pelé branco. Estou muito chique, mas não chego nem aos pés dele", prossegue.Elias não se esquece da derrota na final de 2008. Estava na Ponte Preta e pouco pôde ajudar na decisão com o Palmeiras. Fora da primeira partida, jogou a segunda ainda com dores na costela quebrada. "Naquele momento, era diferente. Tratava-se de um time pequeno diante de um poderoso. Agora são dois grandes e chegamos com possibilidades reais de conquista", observa. "Seria a consagração de um grupo que foi considerado de Segunda Divisão. A cereja que falta no bolo. Duvidaram da nossa capacidade e estamos mostrando no dia a dia."Elias está entre os melhores do Paulista. Tantos elogios despertaram interesse em agentes de clubes estrangeiros. A resposta do corintiano, porém, é clara. "Não penso em deixar o clube agora." E manda um recado irônico aos santistas. "Podem me deixar livre, pois não farei nada."

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