Magnano minimiza vitória fácil no basquete: 'Temos coisas a corrigir'

A vitória por tranquilos 33 pontos de diferença sobre Porto Rico na estreia do basquete masculino nos Jogos Pan-Americanos de Toronto não empolgou o técnico Rubén Magnano. Logo após a partida, o treinador avaliou que a partida acabou sendo fácil em função da proposta de jogo oferecida pelos porto-riquenhos. Ele disse ainda que o Brasil apresentou erros e precisa corrigi-los.

MARCIO DOLZAN, Estadão Conteúdo

21 de julho de 2015 | 14h37

"Se o jogo foi fácil, o problema é deles (de Porto Rico), não nosso. Nós trabalhamos para ganhar", afirmou Magnano. "Eu sou um chato, sempre há coisas que temos que corrigir. Por alguns momentos nós aceitamos a pressão que Porto Rico quis impor no segundo período. Nós sabíamos que isso iria acontecer e não fomos cautelosos para tomar algumas decisões. Mas não deixamos escapar o marcador, a diferença sempre foi grande, de quase quarenta pontos."

Segundo o técnico, a vitória saiu daquilo que ele considera a principal arma do time, a defesa. "Tivemos um bom jogo também defensivamente, e isso nos criou condições para construir essa diferença", considerou.

Mesma opinião teve o ala-pivô Olivinha. "É uma coisa que o Rubén vem focando desde o início da preparação: na nossa equipe, o principal é a defesa. A gente conseguiu fazer uma excelente defesa principalmente no primeiro tempo, quando a gente conseguiu abrir uma vantagem excelente."

Sobre o grande número de cestas de três pontos - 48 dos 92 pontos do time foram marcados assim -, Olivinha afirmou que o Brasil tem jogadores muito aptos a tentar o arremesso. "Nossa equipe tem bastante potencial de três pontos, sim. Temos jogadores com bastante qualidade."

Vitor Benite, que é companheiro de time de Olivinha no Flamengo, concorda. "A gente trabalhou muito esses arremessos, até porque a gente tem pivôs que trabalham muito bem a bola recebendo embaixo e abrindo para os laterais chutarem. Tem dias que a bola cai, e a gente tem que aproveitar isso."

Benite, porém, reconheceu o Brasil não terá sempre essa facilidade. "Não vai ser sempre assim, a gente tem que achar formas no dia em que não está caindo, ir pra dentro, achar umas faltas. Mas hoje a gente fez o jogo que Porto Rico nos deu, e isso deu muito certo."

Para Magnano, independente da distância, o importante é o arremesso. "Eu não faço distinção de que jogos vamos tentar de três pontos ou de dois pontos. Eu digo para meus jogadores arremessarem a bola. O mais importante disso é que nossos jogadores encontraram algum companheiro sozinho para que pudesse executar."

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