Maikon Leite ganha nova oportunidade

Luan sempre foi o queridinho de Luiz Felipe Scolari, que brigou para que a diretoria não o deixasse sair. Pedido aceito, o Palmeiras prometeu pagar os 3,2 milhões ao Toulouse, parcelou a compra e o atleta fechou um novo contrato, de cinco anos. E hoje Luan deve assistir ao jogo contra o Bahia do banco de reservas.

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2011 | 00h00

Irritado com a falta de gols do time (são três jogos sem balançar as redes e apenas nove gols nas últimas dez partidas), Felipão havia prometido mudar o setor ofensivo. E treinou nos últimos dias com o trio Maikon Leite, Dinei e Kleber.

Maikon Leite havia perdido a titularidade no último jogo para Dinei. E Kleber não sabe o que é comemorar um gol desde 19 de junho, quando fez dois contra o Avaí. Felipão não está nada satisfeito com o poder ofensivo da equipe e resolveu tirar justo o jogador que vinha sendo intocável: o xodó Luan, mal desde a renovação de contrato.

Se está difícil acertar o gol com a bola rolando, o Palmeiras terá hoje a volta de seu especialista em bolas paradas: Marcos Assunção, que estava suspenso na última rodada. Após descanso, o goleiro Marcos também está confirmado.

"Estamos trabalhando bem a bola e criando", contou o zagueiro Henrique. "Só falta a bola entrar", falou, sem fugir do óbvio. "O Dinei é um jogador experiente e vem entrando bem. E o Kleber está buscando o melhor a cada jogo, o gol vai sair naturalmente", disse Henrique, que hoje faz o seu quinto jogo desde que retornou ao País.

Réu. Além de se preocupar com o ataque, Felipão tem outro motivo para ficar com dor de cabeça. Ontem, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) denunciou triplamente o treinador palmeirense. O julgamento deve ocorrer na segunda-feira.

Expulso na vitória sobre o Atlético-MG (3 a 2), em 30 de julho, o técnico terá de responder a três artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) e pode pegar gancho de até 720 dias.

A pena mais pesada é referente ao artigo 243-D (incitar publicamente o ódio ou a violência).

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