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Clayton de Souza/AE
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Maikon Leite: 'Não escolho adversário'

Atacante ganha cada vez mais espaço na equipe e diz que gostaria de estar presente em todos as partidas do Palmeiras

DANIEL AKSTEIN BATISTA, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2012 | 03h08

SÃO PAULO - Se Luan era o queridinho de Felipão, Maikon Leite ganhou seu espaço no time com a lesão do companheiro. Mesmo pendurado com dois cartões amarelos, o atacante não deve ser poupado na noite de hoje contra o Oeste. No domingo, o Palmeiras volta a campo contra o São Paulo, em Presidente Prudente.

Felipão não tem ninguém na equipe com as mesmas características de Maikon Leite, um velocista. Se quiser poupá-lo, o treinador terá de mudar a forma de jogar do time. Pode colocar um outro atacante mais de área ao lado de Barcos, como Ricardo Bueno, ou optar por mais um jogador no meio, adiantando Patrik.

Apesar dos dois amarelos, Maikon não quer ser poupado. "Não me preocupo com isso (em uma possível suspensão). Eu queria jogar todos as partidas", contou. "Claro que isso não é possível, mas eu não escolho adversário. Clássico é diferente, tem um sabor a mais, mas não é por isso que não vou jogar com a mesma vontade e concentração na quinta (hoje)."

Maikon discorda de que sem ele Felipão precisa mudar o esquema de jogo. "Não sei se muda muito porque o esquema tático é o mesmo", afirmou. "O que difere são as características de cada jogador, e fica a critério do treinador fazer as opções. Eu só procuro cumprir o que o técnico pede e explorar minhas qualidades."

O atacante não tem "causado" só em campo. Fora dele, é um dos responsáveis por animar o elenco alviverde. Foi dele, aliás, alguns apelidos direcionados a Barcos, como Pedro de Lara.

Mas Maikon quer mesmo é falar de sua fase nas quatro linhas. E ele explica a sua titularidade: "Atribuo à minha vontade e dedicação tanto nos jogos quanto nos treinos", declarou, acreditando poder continuar no time assim que Luan retornar da lesão, após o Estadual. "Acho que sim, claro, mas o que tenho de fazer é continuar trabalhando forte, mostrando dedicação e qualidade para o Felipão decidir se prefere me usar como titular ou como peça de substituição."

O zagueiro Henrique, suspenso, será o desfalque do time hoje no Pacaembu. A dúvida está na lateral-direita. Apesar de estar indo bem, com direito a três gols marcados, Arthur pode perder a posição com o retorno de Cicinho, que cumpriu suspensão na última rodada, no triunfo sobre o Guaratinguetá por 3 a 2, na sexta-feira.

Ídolo. Ademir da Guia foi homenageado ontem na Academia, pelos 50 anos de sua estreia pelo Palmeiras. Em 22 de agosto de 1962, o Divino saiu do banco e participou da vitória por 3 a 0 sobre o Corinthians.

"Eu me lembro pouca coisa daquele jogo, estava nervoso", contou. "Só lembro que saí gritando "é campeão". E o time nem era campeão", recordou, com bom humor.

Perto de completar 70 anos e ainda jogando pelo Master do clube, Ademir sonha em voltar no palco que o consagrou. "Quero jogar na nova Arena. O Master vai estar na inauguração."

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