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Maior medalhista brasileiro, Daniel Dias começa sua despedida das Paralimpíadas

Nadador disputa primeira final nesta quarta-feira, a partir das 7h50 (horário de Brasília)

João Prata, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2021 | 05h00

O maior medalhista paralímpico brasileiro, Daniel Dias, começará a brigar por mais pódios a partir das 7h50 da manhã desta quarta-feira, pelo horário de Brasília, na final dos 200m livre da classe S5 (amputação de membros superiores e inferiores). Dono de 24 medalhas, ele deve disputar ao menos cinco provas individuais nos Jogos Paralímpicos de Tóquio e, possivelmente, o revezamento 4x50m livre.

Amanhã disputará a final dos 100m livre, às 5h (de Brasília). Na sexta-feira, terá a final dos 50m borboleta, às 6h25. Depois, deve cair na água para os 50m costas, na segunda-feira, e nos 50m livre, na quarta-feira. 

Daniel tem má-formação congênita nos membros superiores e na perna direita. Ele começou a competir em 2006, inspirado em Clodoaldo Silva, e bateu todos os recordes possíveis. 

No ano passado, ficou sem participar de competições por causa da pandemia do coronavírus. As últimas disputas aconteceram em 2019. Na ocasião, manteve a hegemonia em Parapan-Americanos ao faturar seis ouros nos Jogos de Lima. No total, são 33 medalhas douradas em 33 provas disputadas nesse tipo de competição.

O evento em Tóquio será sua despedida de uma das carreiras mais vitoriosas do esporte brasileiro. Só em Paralimpíadas foram 14 medalhas de ouro, sete de prata e três de bronze. Em Campeonatos Mundiais, 40 pódios, sendo 31 ouros, sete pratas e dois bronzes. 

Em Tóquio, durante a preparação final, ele recebeu uma homenagem da comissão técnica da natação. Todos rasparam a cabeça, assim como o atleta faz tradicionalmente antes de cada competição na qual participa.

“São mais que amigos de trabalho. São membros da minha família. Eu irei sentir saudade desse carinho, desse clima. Vou viver grandes emoções no Japão até a minha braçada final e essa ação deles ficará eternizada comigo”, comentou.

Pouco antes da competição no Japão, Daniel passou por um processo de reclassificação funcional e os seus adversários ficaram mais fortes - ele foi colocado em uma classe com menor deficiência do que antes. Apesar da dificuldade, ele espera fazer surpreender mais uma vez e somar mais algumas conquistas para sua extensa coleção.

“A cabeça está ótima para a minha última competição e quero entregar um bom resultado, entregar o meu melhor. As pessoas que sempre me acompanharam e ficarão acordadas para me assistir podem esperar a minha melhor versão”, disse.

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