Ciro Campos/Estadão
Ciro Campos/Estadão

Maior premiação da América do Sul ajuda a manter prestígio internacional da São Silvestre

Recompensa de quase R$ 100 mil para o ganhador vira motivação especial para os competidores da prova paulistana

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2019 | 14h39

Em vez do descanso no fim de ano, a busca para iniciar 2020 com mais dinheiro na conta bancária. A tradicional prova de São Silvestre será realizada na manhã desta terça-feira, em São Paulo, a partir das 7h40, com um incentivo extra para os competidores de elite. A competição aumentou em 2019 a premiação e vai distribuir R$ 461 mil para os dez primeiros colocados. Nenhuma outra prova de rua na América do Sul paga tão bem.

A organização da São Silvestre vai pagar as mesmas cifras tanto no masculino como no feminino. Os primeiros colocados de cada modalidade vão receber R$ 94 mil, ante R$ 90 mil do último ano. Mesmo outras provas do atletismo nacional com distância maiores do que os 15 km da corrida paulistana não pagam tanto. A Maratona de São Paulo, por exemplo, premia com cerca de R$ 70 mil quem termina em primeiro lugar o percurso de 42 km.

"São Silvestre é a prova que melhor paga na América do Sul. Talvez só a Meia Maratona da Colômbia seja comparável. Fora a tradição, tem o extra do prêmio", disse ao Estado o equatoriano Byron Piedra. Parte da verba em premiação é garantida por patrocinadores e pela verba com as inscrições. Os mais de 35 mil participantes pagaram cada um R$ 197,50 de taxa.

"Para uma prova que tem uma distância de 15 km, o prêmio é excelente", disse a argentina Daiana Ocampo, campeã da Maratona de Buenos Aires deste ano. "Como a corrida paga bem, consegue atrair atletas de bom nível de vários continentes. Estar aqui em São Paulo é importante para dividir com outros adversários o mesmo espaço e a mesma prova. Vale a experiência", afirmou a corredora.

A premiação motiva também os brasileiros. Alguns deles contam com o prêmio da própria São Silvestre e mais o bônus a ser pagos pelos patrocinadores de acordo com a posição alcançada. "Eu corro mais motivado porque o mesmo patrocínio que me traz para a São Silvestre, paga também por metas. Quanto mais próximo do pódio eu chegar, melhor será o meu prêmio", disse o corredor Wellington Bezerra.

Para quem vai encarar a corrida, a premiação alta não é o único incentivo. A repercussão de uma prova transmitida ao vivo pela televisão e bastante popular entre o público pesa bastante. "A premiação subiu muito nos últimos, é a maior da América do Sul. Mas para nós tem todo o ambiente. Eu costumo dizer que você pode ganhar uma medalha olímpica, mas se não ganhar a São Silvestre, não será reconhecido nas ruas", explicou o corredor Daniel Chaves da Silva.

A 95ª edição da São Silvestre tem como novidade o recebimento do selo bronze da Associação Internacional de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês). Isso confere à prova um reconhecimento maior e a aparição do evento na lista das principais competições do mundo.

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