Reprodução/ESPN
Reprodução/ESPN

Maior resistência a José Maria Marin no comando da CBF está no Nordeste

Presidentes das nove federações da região se unem para evitar que ele assuma

RIO, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2012 | 03h08

SÃO PAULO - A reação mais intensa à hipótese de José Maria Marin, um paulista, assumir a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vem do Nordeste, onde dirigentes das entidades definiram uma linha única de ação caso Ricardo Teixeira deixe o comando da entidade. Os nove presidentes da região optariam pelo apoio de um único nome.

O mandatário da Federação Baiana, Ednaldo Rodrigues, disse que espera por uma definição do "quadro de incertezas" e confirmou que seus vizinhos do Nordeste não aceitariam que o poder da CBF fosse transferido para paulistas.

Marin e Del Nero, se alçassem o comando da entidade, se juntariam a Andrés Sanchez (ex-presidente do Corinthians e atual diretor de seleções da CBF) e a Reinaldo Bastos (vice da Federação Paulista e responsável pela Série B do Campeonato Brasileiro).

Para o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto, Teixeira tem de cumprir o mandato até a Copa de 2014. Se tomar outra decisão nos próximos dias, as federações convocariam uma assembleia-geral para nova eleição.

Ele deixou a entender que estaria disposto a concorrer se for concretizada a ruptura de Teixeira com a CBF. "Tudo tem que ser analisado com calma. Quero primeiro saber do próprio presidente qual é a posição dele", disse.

Outras federações do Centro-Oeste e do Norte do País também passaram os últimos dias em contato permanente. Goiás e Mato Grosso do Sul também sinalizaram que não fechariam acordo com uma chapa paulista, se Teixeira largar a presidência.

Uma outra opção dos presidentes dissidentes é apoiar Weber Magalhães, presidente da Federação de Brasília, para assumir o cargo em substituição a Ricardo Teixeira.

Magalhães também conta com a simpatia de Ricardo Teixeira, embora não seja seu preferido para o seu lugar em caso de necessidade. Mas pode ser uma opção para evitar uma guerra.

Tudo o que sabemos sobre:
CBFJose Maria MarinfutebolCopa 2014

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.