Mais brasileiro do que nunca, Cuattrin agradece por conquista

Com 11 medalhas em Pans, o argentino naturalizado brasileiro comemora ouro por equipe na canoagem

Vinícius Saponara, do estadao.com.br,

27 de julho de 2007 | 15h16

Nas cinco edições do Pan de que participou, o argentino naturalizado brasileiro Sebastian Cuattrin sempre batia na trave para conquistar uma medalha de ouro - antes do Rio eram seis de prata e três de bronze.   Veja também: Quem fica em segundo lugar no Pan? O quadro de medalhasOs detalhes das modalidades em disputa    Nesta sexta-feira, a inédita conquista dourada passou raspando novamente na primeira prova do dia - prata no K1 1000m -, mas a recompensa veio na última competição, de forma espetacular.   Junto com Guto Campos, Roberto Maehler e Edson Silva, Cuattrin conquistou o ouro por equipe no K4 1000m, prova em que o Brasil tinha os cubanos como principais concorrentes. E a vitória, por apenas 720 milésimos do Canadá - Cuba ficou em terceiro -, foi comemorada pelo brasileiro em forma de agradecimento.   "Tenho que agradecer muito a todos por ter minha primeira medalha de ouro. Não tenho um temperamento fácil, mas todos souberam se respeitar e trabalhar da melhor maneira possível. Seguimos uma estratégia e tudo deu certo", afirmou Cuattrin, numa concorrida entrevista coletiva após a conquista. "Sobre ser brasileiro, fiz a escolha certa e não tenho que provar mais nada disso."   Com uma boa largada, a tática da equipe era ter energia para os últimos 250 metros. Como tudo deu certo, os brasileiros conseguiram ultrapassar os cubanos, que estavam na liderança neste trecho.   "Deu tudo certo mesmo para nós. Estou muito orgulhoso de ajudar o Cuattrin a ganhar o seu primeiro ouro num Pan", disse Guto Campos, dono agora das duas únicas medalhas douradas do País nos Jogos - ganhou a prova do K2 500m em Santo Domingo (2003).   Após a conquista do primeiro ouro - e agora na frente do ex-nadador Fernando Scherer, o Xuxa, em número de medalhas (11 a 10) -, Cuattrin ainda não sabe se continuará na ativa até Pequim, no ano que vem. "Tudo vai depender do técnico (o húngaro Akos Angyal). Se ele achar que tenho condições, vou competir. Não sei porque todos querem me aposentar", comentou o atleta, de 33 anos.   O próximo objetivo, garantido pelo treinador, é a disputa do Mundial de canoagem, que acontecerá de 8 a 12 de agosto, na Alemanha. Nesta competição, os seis primeiros colocados de cada categoria garantirão vaga nos Jogos Olímpicos.   "Não podemos perder o foco, apesar da conquista aqui no Rio. Vamos nos preparar para isso", contou Cuattrin.

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