Ricardo Bufolin/CBG
Ricardo Bufolin/CBG

'Mais completo', Zanetti tem como objetivo trabalhar para a equipe no Mundial

Competição mais importante do ano dá três vagas para os Jogos Olímpicos de Tóquio/2020

Estadão Conteúdo

25 Outubro 2018 | 08h06

Maior nome da ginástica artística do Brasil, Arthur Zanetti, campeão olímpico nas argolas em Londres-2012, treinou também solo e salto após a medalha de prata nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Apresentou evolução nos dois aparelhos e quer liderar o Brasil para o melhor resultado possível em equipe no Mundial de Ginástica Artística, que começou nesta quinta-feira em Doha, no Catar. O País está na subdivisão 10, a última a se apresentar na qualificação nesta sexta.

A competição mais importante do ano reúne 22 campeões olímpicos e mundiais de 13 nações diferentes, entre eles Arthur Zanetti, que disputará o sétimo Mundial de sua carreira. Tem três medalhas nas argolas - ouro na Antuérpia/2013, prata em Nanning/2014 e Tóquio/2011.

Por equipe, estarão em jogo três vagas para os Jogos Olímpicos de Tóquio/2020, no Japão, para os países primeiros colocados. A melhor posição do Brasil é o sexto lugar do Mundial de 2014. O time quer ficar entre os 8 primeiros, no mínimo entre os 12 e figurar entre os Top 24, requisito para se qualificar para o Mundial Pré-Olímpico de 2019, quando estarão em disputa mais 9 vagas olímpicas por equipes. "Quanto mais ginastas tivermos na equipe, como foi no Rio/2016 com um time completo, melhores as chances de medalhas. No Rio, levamos três", observou Zanetti.

"Vou fazer meu máximo no solo para tentar ir a uma final, mas é difícil. Salto acho um pouco mais complicado por causa do grau de dificuldade ser bem maior entre os especialistas que fazem o aparelho. Acho que estou mais completo. Posso dizer que agora eu consigo ajudar um pouquinho mais a equipe. Final é difícil porque são vários especialistas de solo e salto no Mundial - acho que minha nota não é suficiente, mas ajuda a equipe", afirmou o ginasta brasileiro.

Para a seleção, o Brasileiro de Especialistas realizado em agosto, em Santos, é o parâmetro. Zanetti é o brasileiro mais bem qualificado nas argolas (nota 15.350, com ouro) e no solo (levou o ouro também com 14.550) e tem a segunda melhor nota do salto (14.466 - Caio Souza lidera com 14.633). Além de Arthur Zanetti e Caio Souza, a seleção ainda tem Arthur Nory, Francisco Barreto, Lucas Bittencourt e Leonardo Souza.

"A série de solo do Arthur deu uma boa melhorada, está mais constante, deu para ver no Brasileiro. Hoje ele também tem dois saltos para competir; vamos avaliar se compensa fazer os dois no Mundial ou não. Ele chegou muito bem no Brasileiro, mas ficou três semanas sem treinar direito após a competição por causa da lesão no bíceps, retomou, mas devagar, para não correr o risco de lesionar novamente", disse o técnico Marcos Goto.

Zanetti busca a final de argolas apesar de sua preparação ter sido atrapalhada pela lesão no bíceps (estiramento do músculo), no braço direito, que o tirou dos treinos por quase um mês, em setembro. "Eu vim me recuperando. No camping da seleção no Rio eu já estava me sentindo bem e aqui, em Doha, trabalhei para estar na melhor condição possível. Atrapalhou sim a minha preparação porque fiquei praticamente um mês sem fazer os aparelhos e isso quebrou minha preparação. Ia lapidar os elementos quando veio a lesão", comentou.

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