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Mais de 23 mil militares vão para as ruas na Copa das Confederações

Operação vai atuar nas seis cidades-sede e plano mobilizará frota de 60 aviões e até 500 veículos e navios

Roberto Godoy, O Estado de S. Paulo

14 de junho de 2013 | 07h57

SÃO PAULO - A operação militar montada para garantir a Copa das Confederações é formidável: cerca de 23 mil militares da Marinha, Exército e Aeronáutica vão atuar nas seis cidades-sede e no centro de Comando, Controle, Comunicações e Inteligência, o C3I.

 

O plano mobilizará uma frota estimada em mais de 60 aviões, de 300 a 500 veículos diversos e navios, para a defesa da rede fluvial e da linha litorânea. As forças terão apoio de helicópteros, vários deles armados – como os Sabre, russos, blindados e portadores de canhões.

 

O esquema vai exigir o investimento de R$ 710 milhões e beneficia os grandes eventos, da Copa das Confederações até os Jogos Olímpicos, em 2016, passando pela Jornada Mundial da Juventude, daqui a um mês, e pelo Mundial de 2014.

 

O governo federal já liberou a maior parte dos recursos – aproximadamente R$ 640 milhões. O orçamento é menor que o projetado em 2010, quando a estimativa batia em R$ 1,5 bilhão. A presidente Dilma manteve o veto do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva a esse total, considerando o valor "inaceitável, fora da realidade".

 

A operação começou em agosto de 2012 – três anos depois do início do planejamento primário. "A base do raciocínio é a tese da certeza do atentado, considerando que haverá, sim, ao menos uma tentativa", explica um agente da Polícia Federal que integra o grupo de coordenação. "Essa doutrina implica uma atitude ativa diante da ameaça; ou seja, não apenas reagiremos se houver a agressão, vamos impedir que isso aconteça", diz o profissional.

 

FOGO DE ESTREIA

 

Um novo sistema de defesa antiaérea vai estrear no Rio, essa semana. O Gepard, um blindado de 45 toneladas, montado sobre plataforma do tanque Leopard, alemão, será empregado na proteção aproximada, contra invasores voando a até 5 km de distância e a 3,5 km de altura. A arma principal é um canhão duplo de 35 milímetros.

 

O conjunto eletrônico de bordo é formado pelos radares de aquisição dos alvos e direção de tiro, mais um designador laser. A cadência de fogo é de 550 disparos por minuto. O Exército recebeu um pacote inicial de nove a 12 unidades que faz parte de um grupo de 37, usados, comprados e modernizados na Alemanha por pouco mais de R$ 70 milhões, algo como R$ 2,2 milhões cada.

 

Oito Gepard 1A2 estarão integrados ao programa do torneio das Confederações.

 

O procedimento atende apenas parcialmente à necessidade operacional da Defesa. Há grande preocupação com o segmento de raio de ação médio, contra objetivos localizados a 20 quilômetros e altitudes de 15 mil metros – deslocando-se em velocidade variável.

 

O general José Carlos De Nardi, chefe do Estado-Maior Conjunto da Defesa, está negociando com a Rússia baterias do modelo Pantsir S1, que combina canhões e mísseis. O militar acredita que o equipamento só chegará a tempo dos Jogos Olímpicos de 2016.

 

Em Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Salvador e no Rio não menos de 600 combatentes de forças especiais estarão prontos para atuar na ação antiterrorismo. Outros 90o cuidarão da fiscalização de explosivos dentro e fora dos estádios.

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