Mais de 90 mil pílulas anabolizantes são apreendidas em Atenas

Produto saiu da Tailândia e estava sendo monitorado; Grécia está em alerta após escândalo com halterofilistas

EFE

14 de abril de 2008 | 12h53

A Divisão de Narcóticos da Grécia confiscou nesta segunda-feira um pacote com 91.200 pílulas anabolizantes no aeroporto internacional de Atenas. A Divisão, em ação conjunta com a Embaixada da França em Atenas, monitorou o trajeto do pacote, que saiu de Bangcoc, na Tailândia, e fez uma escala em Paris antes de chegar à capital grega. Segundo as autoridades da Grécia, o pacote continha esteróides anabolizantes como Anabol e Stanazol. Na semana passada, exames de onze dos 14 integrantes da equipe grega de halterofilismo deram positivo para substâncias consideradas como doping. Os atletas foram intimados a comparecer na próxima quarta-feira a uma reunião com o fiscal Andreas Karaflos, para prestar esclarecimentos sobre a suposta violação da lei antidoping grega. O fiscal solicitou a um laboratório na Alemanha que realize a contra-prova da urina dos onze atletas para determinar o tipo e a quantidade de substâncias proibidas. A equipe de halterofilismo pode ser impedida de competir por dois anos, ficando fora dos Jogos Olímpicos de Pequim. Na semana passada, Jristos Iakovu, o treinador da equipe, suspenso pela Federação Nacional de Halterofilismo até que o assunto seja esclarecido, se declarou inocente perante a comissão de investigação criada pelo Governo grego. Iakovu alegou que a empresa chinesa que lhe enviava suplementos alimentares através de um fornecedor grego teria cometido um erro, agregando substâncias tóxicas à encomenda. A Comissão Nacional de Controle de Fármacos da Grécia (EOF, em grego) vai promover buscas em vários pontos do país para localizar substâncias proibidas. Costas Caramanlis, primeiro-ministro grego, se comprometeu na sexta-feira passada a acabar com o doping no esporte da Grécia e afirmou que o Governo prepara uma reforma na lei antidoping. 

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