Mais um recorde

Ao derrotar Xavier Malisse, Roger Federer passa a ser o jogador com mais vitórias em Melbourne: 57

, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2011 | 00h00

MELBOURNE

O suíço Roger Federer acrescentou mais um recorde ao seu currículo, ontem, no Australian Open. Ao derrotar o belga Xavier Malisse por 6/3, 6/3 e 6/1, o tenista chegou à sua 57.ª vitória no evento, superando marca de resultados positivos na competição que era do sueco Stefan Edberg. O próximo adversário do suíço será o espanhol Tommy Robredo, que ganhou do ucraniano Sergiy Stakhovsky por 5/7, 6/2, 6/4 e 6/2.

Ao fim da partida, Federer usou discurso politicamente correto e afirmou que a quebra do recorde era a menor de suas preocupações no confronto. "Hoje estive bem e estou contente por tê-lo superado (Malisse)", disse o tenista. Em seu currículo, há muitos outros feitos extraordinários, como o de ser o atleta que mais tempo ficou initerruptamente como número 1 do ranking da Associação de Tenistas Profissionais (237 semanas), ter o maior número de títulos de Grand Slams (16), além de ter participado de 23 semifinais consecutivas nos torneios principais do tênis. "Não é fácil jogar depois de uma partida de cinco sets (teve um duro jogo contra o francês Gilles Simon dois dias antes). Estou certo de que um dia de descanso cairá muito bem."

Depois de revelar um certo alívio, o suíço pôde refletir sobre seu novo recorde. "É muito agradável, mas ele (Edberg) continua sendo meu ídolo", declarou.

Malisse mostrou reverência a Federer. "Ele é extraordinário", definiu. "Quando bate na bola dá uma velocidade incrível. Você fica sempre na defensiva, nunca tem tempo de responder", explicou, antes de concluir: "É um jogador perfeito".

Bem menos trabalho teve o sérvio Novak Djokovic, que só precisou disputar um set contra seu compatriota, Viktor Troicki. O adversário foi obrigado a desistir por um problema estomacal. Quem parece ter passado pela mesma situação foi a americana Venus Williams, que abandonou a partida contra a alemã Andrea Petkovic no segundo game.

Se para Federer o dia foi de glória, o mesmo não ocorreu com a belga Justine Henin, eliminada pela russa Svetlana Kuznetsova por 6/4, 7/6 (10/8). "Tem dias que são mais difíceis que outros por diversas razões: físicas, mentais ou também por seu adversário que às vezes mostra um estilo de jogo mais difícil de controlar, a pressão", divagou. "Obviamente que queria jogar e queria ganhar. Queria chegar tão longe quanto fosse possível."

Autoentrevista. Um dos destaques da rodada foi a dinamarquesa Caroline Wozniacki. E não por sua vitória sobre a eslovaca Dominika Cibulkova por 6/4 e 6/3. Irritada com as críticas de alguns jornalistas que classificaram suas entrevistas como muito chatas, a tenista resolveu mudar. "Dizem que minhas entrevistas são um tanto entediantes porque dou sempre as mesmas respostas. Acho engraçado, pois sempre respondo às mesmas perguntas. Então, vou começar pelas respostas." Na sequência, a tenista fez um monólogo sobre o confronto. Os jornalistas resolveram entrar no clima e perguntaram de assuntos como o aquecimento global, seu progresso no piano, críquete e se estava buscando namorado. "Felizmente foi um pouco diferente do usual, mas agora vocês talvez possam fazer algumas perguntas mais interessantes."

MARCAS

4 títulos do Australian Open conquistou Federer: 2004, 2006, 2007 e 2010

1996

ano do recorde conquistado pelo sueco Stefan Edberg

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