Sergei Grits/AP
Sergei Grits/AP

Manaudou 'voa' e Fratus leva o bronze nos 50m livre em Kazan

Brasileiro perde chance de ficar com a prata com erro na chegada

Estadão Conteúdo

08 Agosto 2015 | 12h06

Mesmo com Cesar Cielo machucado, o Brasil foi ao pódio dos 50m livre em Campeonatos Mundiais pela quarta vez seguida. Bruno Fratus tinha tudo para ganhar a prata, mas errou a chegada e acabou com o bronze em Kazan (Rússia), neste sábado. De qualquer forma, o carioca de 26 anos conquistou sua primeira medalha em grandes eventos.

Campeão olímpico, o francês Florent Manaudou sobrou. Teve melhor tempo de reação, foi o melhor na parte submersa e ampliou a vantagem no nado. Venceu com 21s19 e se tornou o primeiro a baixar de 21s3 desde a proibição dos chamados super-maiôs, autorizados até o fim da temporada 2009.

A briga, assim, ficou pelas medalhas de prata e bronze. Fratus sabia que disputaria posição com o norte-americano Nathan Adrian e com o russo Vladimir Morozov. E foi isso que aconteceu. O brasileiro chegou à última braçada à frente dos rivais, mas alongou demais a chegada e acabou ultrapassado.

Fratus marcou 21s55, contra 21s52 de Adrian (que havia feito 21s41 na semifinal). Morozov chegou apenas 0s01 atrás do brasileiro, com 21s56. A prova, vale destacar, contou com todos os melhores do mundo, com exceção apenas de Cielo, que desde 2012 consegue nadar na casa de 21s3 todos os anos.

O bronze faz de Fratus o quarto nadador brasileiro desta geração a subir ao pódio em grandes eventos (Mundial e Olimpíada) em provas olímpicas, unindo-se a Cesar Cielo (sete medalhas), Thiago Pereira (quatro) e Felipe Lima (bronze nos 100m peito em 2013).

Agora atleta de Auburn (onde Cesar Cielo fez universidade), Fratus vinha seguidamente batendo na trave. Foi o mais rápido da semifinal do Mundial de 2011, mas ficou em quinto na final. Nos Jogos Olímpicos de Londres, perdeu o bronze para Cielo por 0s02. Agora, entretanto, ganha moral para brigar por medalha em casa no Rio-2016.

Mesmo com seu maior nadador de todos os tempos em má fase e machucado, o Brasil já ganhou quatro medalhas em Kazan. Havia sido prata com Thiago Pereira (200m medley), Etiene Medeiros (50m costas) e Nicholas Oliveira (50m borboleta). Essas últimas duas provas, entretanto, não fazem parte do programa olímpico.

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