Manifestantes queimam boneco de Ricardo Teixeira

Cerca de 400 pessoas participaram em SP de protesto contra dirigente, a CBF e os altos gastos para o próximo Mundial

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2011 | 00h00

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, foi o principal alvo da manifestação que ocorreu na tarde de ontem em São Paulo. Cerca de 400 pessoas foram às ruas da capital protestar contra o dirigente e os altos gastos da Copa 2014.

Este foi o terceiro movimento no País em duas semanas. No dia 30, a Frente Nacional dos Torcedores (FNT) organizou o protesto no Rio, no mesmo dia em que ocorreu na cidade o sorteio das Eliminatórias do Mundial. Depois, uma outra manifestação aconteceu em Porto Alegre. Ontem, com muito mais jovens, a FNT teve o apoio da Associação dos Torcedores Paulistas e do Juntos - Juventude em Luta.

A passeata reuniu os torcedores no Museu de Arte de São Paulo, o Masp, na Avenida Paulista, por volta das 15 horas. Antes das 17 horas, eles já estavam na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu. E lá queimaram um boneco que simbolizava Ricardo Teixeira.

"O Teixeira é apenas a ponta do iceberg de todos os problemas. Somos contra também o monopólio de comunicação na Copa e contra as empreiteiras. Como pode um estádio custar um preço e depois aumentar tudo?", indaga Thiago Aguiar, um dos organizadores da manifestação. "Ouvimos falar que nem vai ter meia-entrada para o Mundial? Como pode isso? Queremos uma Copa popular."

Denúncia. Segundo o Jornal Nacional da Rede Globo, a polícia do Distrito Federal iniciou uma investigação sobre uma suposta fraude na contratação da empresa Ailanto Marketing, que promoveu um amistoso entre a seleção brasileira e Portugal, em novembro de 2008, na inauguração do Estádio Bezerrão, em Brasília, a um custo de R$ 9 milhões.

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