Mano agradece Grêmio: poderia ter sido pior

Técnico, que se irritou com o time, temia mais gols, mas o rival parou

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

13 de julho de 2009 | 00h00

O torcedor gremista reconheceu a dedicação de Mano Menezes ao clube, de 2005 a 2007, e o aplaudiu de pé ontem, no Olímpico. Retribuiu com acenos como agradecimento de um técnico feliz com a ?volta ao lar?. Um amargo retorno que virou alívio com a derrota por ?apenas 3 a 0?. "O que mais gostei aqui, e nem poderia ter sido diferente, foi o respeito que o Grêmio teve pelo Corinthians no segundo tempo", afirmou o treinador corintiano. "Essa é uma das boas coisas do Paulo (Autuori, técnico rival e com quem fez estágio em 1997)", seguiu. O tropeço foi o maior de Mano Menezes sob o comando do Alvinegro.Com a vantagem de três gols construída na primeira etapa e com o adversário com um jogador a menos, os gaúchos poderiam ter dado goleada histórica no Corinthians. Mas diminuíram o ritmo na etapa final e também evitaram os toques sem objetividade para induzir os gritos de "olé", bastante tímidos na partida de ontem.Agradecimento à atitude rival, desaprovação e bronca com o grupo. "Cometemos muitos erros individuais, faltou postura, entramos tocando a bola de lado, sem objetividade, e o Grêmio percebeu isso", criticou Mano. "Também não conseguimos encaixar a marcação. E, como o Grêmio é uma grande equipe, soube nos superar."Normalmente, Mano procura dividir méritos ou analisar como falha coletiva os tropeços. Ontem, bastante irritado, com semblante fechado, mas sem citar nomes, protestou com o desempenho do lado direito da equipe. "Cometemos muitas falhas por ali, algo que não vinha acontecendo nunca", protestou. Os homens do setor, Alessandro e Jorge Henrique, ontem, foram substituídos."Futebol é assim mesmo, sempre tem alguém para aproveitar a sua falta de vontade", disse, não admitindo que o fato de ter conquistado os títulos do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil tornou o Corinthians o time a ser batido. "Todos são times a ser batidos no Brasileiro, uma competição muito difícil. E essa história de futebol mais manjado, mais estudado, também não existe. Sempre foi assim", ponderou. "Nós é que temos de seguir fazendo bem o que vínhamos fazendo. Isso não aconteceu hoje (ontem)", lamentou.

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