Mano critica jogos caça-níqueis do passado

Técnico diz não haver utilidade em testes contra adversários fracos como Zimbábue e Tanzânia, [br]enfrentados na era Dunga

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2011 | 00h00

Mano Menezes criticou, ontem, a preparação do Brasil nos últimos anos, o esquema tático defensivo de Dunga e as próprias escolhas de amistosos da seleção até sua chegada. Na véspera de seu primeiro jogo em 2011, Mano deixou claro: ainda busca jogadores para a seleção, principalmente para a armação.

O jogo de hoje marca o início de um ano complicado e decisivo para o treinador. O Brasil enfrenta hoje a França, joga a Copa América em julho e ainda realiza amistosos contra Holanda e Alemanha. "Não podemos ter ilusões e levar essas ilusões para a Copa de 2014. Depois temos um rotundo fracasso. Precisamos de adversários fortes e situações extremas para avaliar até que ponto evoluímos", declarou. "Não vejo vantagem em se preservar (de resultados negativos) e não fazer o que tem de ser feito", prosseguiu. "O risco pode ser maior agora. Mas esses riscos precisam ser enfrentados", disse. Antes da Copa de 2010, Dunga enfrentou equipes como Estônia, Tanzânia e Zimbábue.

Mano acredita que o esquema tático usado contra equipes mais fracas, como Irã e Ucrânia, agora deve ser testado contra as grandes seleções. "Só assim veremos se temos uma equipe competitiva ou não." A falta de adversários fortes não foi a única crítica em relação à forma como a seleção se preparou para a Copa de 2010. "Podemos voltar a jogar de forma mais ofensiva e propor mais o jogo, algo que ficou distante anteriormente", afirmou. Para Mano, a capacidade de se ter mais iniciativa em campo dependerá da confiança que, segundo ele, virá com os resultados. A seleção de Dunga havia sido duramente criticada por seu estilo defensivo e pouco criativo.

Mano não esconde que ainda não tem em campo seu homem que vai liderar e armar a equipe. "Procuramos mais opções. Sabemos que jogadores como Kaká e Ronaldinho têm trajetórias confiáveis e que podem servir à seleção. Mas precisamos encontrar outros, já que as cartas que temos hoje podem não estar disponíveis para 2014." Segundo o treinador, a seleção tem entre 70% e 80% de sua base já estabelecida.

Ontem, ele esteve com Andrés Sanchez, presidente corintiano, que está em Paris para tratar de assuntos de seu clube.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.