Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE

Mano Menezes ainda procura um goleiro para a seleção brasileira

Treinador chama Cássio, do Corinthians, mas não sabe a quem vai entregar a camisa 1

Leonardo Maia, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2012 | 03h06

RIO - O velho axioma do futebol diz que todo grande time começa com um grande goleiro. Pois a seleção brasileira ainda está à procura de um, a menos de dois anos da Copa do Mundo do Brasil. O técnico Mano Menezes deixou claro que a crucial posição está aberta para disputa. O treinador convocou seu 12.º goleiro desde que assumiu o comando da seleção, em 2010. O corintiano Cássio vai ganhar uma chance de mostrar suas qualidades para conquistar o posto, um dos pontos frágeis na caminhada até a prata nos Jogos Olímpicos de Londres.

Mano convocou nesta quinta, no Rio, os 22 jogadores para dois amistosos em setembro. Primeiro contra a África do Sul, no Morumbi, dia 7, e outro contra a China, dia 10, no Recife. A outra surpresa da convocação foi o volante Arouca, do Santos. As ausências mais sentidas foram Alexandre Pato (machucado), do Milan, e o santista Paulo Henrique Ganso. "Temos ótimos goleiros, mas não temos uma definição absoluta", admitiu Mano, sobre a busca por um camisa 1 que lhe dê segurança.

"O Cássio é um goleiro que já conheço, trabalhei com ele no Grêmio. Depois foi para a Holanda, teve um bom retorno ao Corinthians e é um dos goleiros que quero como opção."

Jefferson, do Botafogo, e Diego Alves, do Valencia, também estão presentes na convocação para lutar pela vaga. Os três goleiros que disputaram a Olimpíada - Rafael, Gabriel e Neto - acabaram descartados. O santista ainda está nos planos. "O Rafael provavelmente vai voltar em algum momento. É claro que não temos uma unanimidade (no gol)."

Essa não é a primeira aparição de Cássio na seleção. Em seu "mandato", Dunga chamou o goleiro. Como novato com Mano, Cássio precisará demonstrar suas qualidades nos treinamentos. Jefferson e Diego Alves parecem estar a sua frente.

Mesma situação vive Arouca. Chamado pela primeira vez, o volante santista disputa uma vaga com Paulinho, do Corinthians. Na visão de Mano, os dois atuam de forma semelhante. O que não impede que surja espaço para ambos na equipe. "O Arouca e o Paulinho jogam de maneira parecida. O Rômulo e o Sandro atuam mais como primeiro volante", disse. "Mas precisamos cada vez mais de volantes que sabem sair para o jogo."

Pouco utilizado na Olimpíada, Lucas, do São Paulo, deve ter mais tempo em campo. "Penso que ele precisa de uma sequência. É justo. Ele terá as oportunidades que outros tiveram". Mano chamou apenas mais um meia: Oscar.

TERCEIRO TEMPO

Ao projetar o trabalho para a Copa das Confederações em 2013, e a Copa de 2014, Mano disse que a seleção entra em uma terceira etapa, pós-olímpica, com a definição da base para tais competições. A manutenção de 10 nomes que estiveram em Londres é um indicativo disso, em sua opinião.

Ciente de que seus críticos cobram o retorno de antigos medalhões, Mano destacou ter encontrado a mescla ideal de jogadores mais novos com mais experientes. Em seguida, lhe foi apontado o bom momento de Ronaldinho Gaúcho no Atlético-MG.

"Também acho que está bem", disse, brincando sobre como a opinião geral a respeito de um jogador muda com frequência. Mas indicou que o polêmico craque e outros de sua geração, como Kaká, provavelmente não terão mais chances. "Não podemos ficar dando voltas. Temos de andar para frente."

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