Kerim Okten/EFE
Kerim Okten/EFE

Mano Menezes critica 'imprudência de Hernanes'

Ao contrário dos atletas, técnico considerou justa expulsão do volante, que saiu de campo preocupado com seu futuro na equipe

JAMIL CHADE, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2011 | 00h00

PARIS - Mano Menezes comandou a seleção brasileira pela quinta vez nesta quarta-feira, mas na segunda partida contra uma equipe forte o resultado foi negativo. No ano passado, o treinador venceu Estados Unidos, Irã e Ucrânia e falhou contra a Argentina - gol de Messi no minuto final. Após a derrota de quarta, Mano alertou seus atletas de que o Brasil precisa aprender a "não criar problemas" e a aproveitar as oportunidades quando elas aparecerem. Tanto jogadores quanto comissão técnica sabem que, depois de perder para a Argentina e agora para a França, está decretado o fim da lua de mel entre a nova seleção e a torcida e que a pressão a partir de agora será maior para a preparação para a Copa América. "A lição que fica é que temos de aproveitar as oportunidades e criar menos problemas em campo."

Hernanes tentou justificar seu ato, que resultou na expulsão e mudou a história do jogo. Admitiu que foi "um pouco imprudente". "Acho que o árbitro poderia ter sido um pouco menos rigoroso." O volante espera que o incidente não o tire do time nas próximas convocações.

O restante da equipe tentou dar apoio ao ex-são-paulino. "A culpa é de todos pela derrota", afirmou Pato. Julio Cesar, que evitou uma goleada, acusou o juiz de favorecer a França. "Se fosse francês, ele não expulsaria, daria um cartão amarelo."

Mano, no entanto, saiu em defesa do árbitro. "Foi imprudência do Hernanes." Após a partida, o técnico chamou Hernanes e cobrou "mais cuidado" por parte do jogadores. Além de mais concentração na hora das finalizações. "Não podemos desperdiçar ocasiões", comentou. Para Mano, o Brasil chegou a ser superior à França em alguns momentos. O treinador pediu paciência. "Precisamos ser maduros para ver que o resultado não é o único que conta em um amistoso", declarou. "Precisamos ter paciência." O clássico, porém, mostrou que o Brasil não tem tantas opções de jogadores. Sem Ganso, Neymar, Kaká, o time cai demais.

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