Mano não leva Kaká e vai de Ronaldinho

Meia do Real Madrid não entusiasma o treinador que dá preferência ao jogador do Flamengo, no amistoso com a Bósnia

SILVIO BARSETTI / RIO , O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2012 | 03h04

Numa rápida entrevista coletiva, Mano Menezes explicou ontem em 15 minutos, num hotel da zona sul do Rio, os critérios para a convocação de 23 jogadores, relacionados para o amistoso do Brasil com a Bósnia, dia 28, na Suíça. O treinador insistiu com Ronaldinho Gaúcho, em má fase no Flamengo, e deixou fora da lista o meia Kaká, que vem de uma boa sequência de jogos pelo Real Madrid.

Na última convocação de 2011, para amistosos contra Gabão e Egito, Mano chamou Kaká, que estava sem ritmo de jogo. O atleta se contundiu e não pôde disputar nenhuma das duas partidas. Ontem, havia a expectativa de que voltasse à seleção. Mano, porém, disse que mudou de opinião.

"A sequência talvez tenha me mostrado outro caminho."

O técnico apostou de novo em Paulo Henrique Ganso, afastado do time desde amistoso contra a Alemanha, em agosto, quando se machucou. Neymar e Rafael são os outros nomes do Santos convocados. Dos que atuam no Brasil, também fazem parte do grupo o meia Lucas, do São Paulo, o zagueiro Dedé, do Vasco, e o atacante Leandro Damião, do Internacional.

Mano deixou clara a intenção de abrir mão de alguns desses atletas na apresentação da equipe, dia 25. Estenderia o prazo até a véspera do amistoso para a chegada de um ou outro convocado envolvido em semifinal ou final de turno de um estadual.

Apesar de seu discurso contraditório com relação à preparação do time para os Jogos Olímpicos - disse mais de uma vez que no primeiro semestre deste ano daria prioridade à formação da equipe olímpica e, ultimamente, passou a minimizar a importância da conquista da medalha de ouro em Londres -, Mano vai levar para a Suíça oito atletas com idade olímpica - além dos três santistas e de Lucas e Leandro Damião, estão nessa faixa Alex Sandro e Danilo, do Porto, e Sandro, do Tottenham.

Mano disse que tem sido cobrado pela ausência de um time-base e que, por isso, vai repetir convocações mesmo que algum jogador tenha queda de rendimento. Deixou a entender que essa condição estaria associada hoje a Ronaldinho Gaúcho.

"Não posso ficar trocando a todo momento. A partir de agora, as coisas serão mais estáveis na seleção."

O goleiro Julio Cesar, pivô do fracasso da seleção na Copa do Mundo de 2010, voltou a ter uma chance. Não foi lembrado nos últimos jogos e agora ocupará a posição de titular, com Diego Alves na reserva. Hernanes, da Lázio, compõe o grupo. Para Mano, a Bósnia vai ser um adversário difícil e um ótimo teste para início de temporada.

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