Mano pede respeito ao time do Egito

Treinador da seleção lembra que estreias são sempre difíceis, seja qual for a competição

MATEUS SILVA ALVES , ENVIADO ESPECIAL, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2012 | 03h03

CARDIFF - A seleção do Egito não é exatamente o tipo de time capaz de meter medo no Brasil, mas assim mesmo Mano Menezes espera um jogo muito complicado amanhã. O treinador lembrou ontem que estreias são sempre difíceis, seja qual for a competição, e que os africanos têm uma equipe forte, que não pode ser subestimada. O recado do gaúcho é claro: quem acredita que o Brasil passará por cima dos egípcios em Cardiff poderá ter uma surpresa desagradável.

"Recentemente enfrentamos o Egito no Mundial Sub-20 e foi um jogo muito duro, eles mostraram muita competência e criaram dificuldades para o Brasil", disse o técnico, referindo-se ao empate por 1 a 1, no Mundial do ano passado.

"Essa base do Mundial apontou alguns jogadores que estão aqui contra o Brasil. É uma seleção veloz, de muita movimentação, e cabe a nós quebrar essa velocidade, quebrar o ritmo."

Apesar de sua tradicional cautela, Mano não esconde que está muito satisfeito com o estágio em que se encontra sua equipe. Essa satisfação nasceu na excursão pela Alemanha e pelos Estados Unidos e ganhou força nos treinos para a Olimpíada, tanto os feitos no Rio de Janeiro quanto os que ocorreram na Inglaterra. O treinador acredita que seu time está no ponto certo para começar a caminhada rumo à medalha de ouro.

"Nós nos preparamos bem, principalmente nesses últimos dois meses, e conseguimos chegar próximos daquilo que queríamos como seleção."

Na manhã de ontem, pelo horário inglês, Mano comandou um treino no CT do Arsenal em que apenas os minutos finais puderam ser vistos pelos jornalistas. O treinador contou mais tarde que algumas jogadas de bola parada foram ensaiadas, tanto no ataque quanto na defesa, e disse que não seria conveniente que a comissão técnica da equipe egípcia soubesse o que foi trabalhado. "É o que se faz nessa hora, para apresentar algo novo é preciso se preservar, se não não tem surpresa."

Última chance. Quanto à escalação, não há mistério. O time será o mesmo que enfrentou a Grã-Bretanha, na sexta-feira, em Middlesbrough (com a entrada de Neto no lugar de Rafael, evidentemente). O atacante Leandro Damião, que não tem se saído bem jogando pela seleção, terá mais uma oportunidade para mostrar a que veio. Se ele for mal amanhã, poderá perder o lugar no time para Alexandre Pato no jogo contra a Bielorrússia.

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