Mano sofre sua pior derrota no Corinthians

Time joga mal, perde do Grêmio por 3 a 0 e leva ?olé? no Olímpico

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

13 de julho de 2009 | 00h00

Não poderia ter sido pior o retorno do Corinthians ao Estádio Olímpico, onde caiu para a Série B em dezembro de 2007. No jogo que marcava o primeiro encontro com o Grêmio após aquela fatídica tarde, e teve o reencontro de Mano Menezes com o clube no qual ganhou notoriedade, o Alvinegro levou uma surra a que não estava acostumado. Sem dó, os gaúchos ganharam por 3 a 0, com direito a "olé".Desde o dia 29 de agosto de 2007 - na campanha do rebaixamento - e sob o comando do interino Zé Augusto, o Corinthians não perdia por mais de dois gols de diferença. Na época, levou 5 a 2 do Atlético-MG, no Mineirão, em Belo Horizonte.Na surra de ontem, não dá para tirar os méritos do Grêmio, que soube marcar os corintianos e explorar bem as laterais do campo. Mas uma coisa é certa: a ausência de Chicão e William, zagueiros titulares, fez muita falta. Com Diego e Jean (até os 29 minutos, quando foi expulso por reclamação), o Alvinegro perdeu quase todas as jogadas para o ataque rival.Basta ver como ocorreram os três gols, em 37 minutos de jogo. Todos surgiram de cruzamentos da linha de fundo com o atacante antecipando e fuzilando o goleiro Felipe, sem condições de defesas nos lances.Por ironia do destino, os gols vieram de jogadores reservas, que até a hora de a bola rolar no Olímpico corriam risco de não estar em campo. Alex Mineiro entrou na vaga de Máxi Lopez, gripado, e desencantou, logo aos 16 minutos. Com um toque sutil de pé direito, voltou a balançar as redes adversárias após quatro meses de jejum.O segundo gol, aos 21,saiu em cabeçada de Jonas, que entrou na vaga do "queridinho" Herrera para descontentamento de alguns torcedores. O atacante já havia provocado decepção nos corintianos no duelo do rebaixamento. Foi dele o gol do Grêmio naquele 1 a 1. Rafael Marques, substituto de Réver, com uma lesão de última hora, ampliou, aos 37, também de cabeça.Acostumado a dar trabalho aos adversários, o Corinthians só finalizou na etapa inicial aos 40 minutos, com chute sem perigo de Elias."Conversamos no vestiário e dissemos que não poderíamos levar mais. Com um a menos, diante de um time forte como o Grêmio, teríamos de segurar pelo menos os 3 a 0, e conseguimos", disse, conformado, o goleiro Felipe.A conversa deu certo na fase final graças a intervenções do camisa 1 corintiano, em grande fase. Foram mais quatro ou cinco lances de perigo nos quais ele pulou, defendeu, ou saiu nos pés dos atacantes, com coragem, como em lances diante de Souza e Mailson. Depois de um baile na etapa inicial, os corintianos, ao menos, jogaram um pouco na fase final. Foram para cima, conseguiram fazer o goleiro Victor trabalhar e evitaram um vexame maior.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.