Manter-se 'limpo' é o desafio diário de todo atleta

Remédio para dor de cabeça, um antigripal, um antialérgico, uma pomada, um chá, ou um pó de milk shake são ameaças

Valéria Zukeran, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2012 | 03h06

SÃO PAULO - Ao contrário do que a maioria dos leigos possa pensar, manter-se "limpo" no esporte não é tarefa simples. Um remédio para dor de cabeça, um antigripal, um antialérgico, uma pomada, um chá, ou um pó de milk shake - itens que podem ser consumidos sem muita preocupação pela maioria da população - são ameaças para quem vive como atleta de alto rendimento. Além da obrigação dos bons resultados, a pressão de estar atento 24 horas por dia ao que vai ingerir ou colocar sobre a pele faz parte da rotina.

O consumo de substâncias proibidas pode ser legal se comprovada a necessidade de uso do medicamento e se o uso for autorizado por meio de um documento fornecido pela Agência Mundial Antidoping (Wada) chamado de Isenção de Uso Terapêutico (em inglês, TUE). Isso é comum, por exemplo, no caso de atletas que sofrem de asma.

Outra opção é informar a federação esportiva da necessidade de um tempo de afastamento para tratamento médico com remédios proibidos. A entidade providencia na Wada a autorização para o atleta seja excluído de competições e exames antidoping por período determinado.

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