Mar não ajuda na última etapa do WCT

O Rip Curl Pro Pipeline Master começou há uma semana, mas os surfistas só puderam competir um único dia, terça-feira. Na primeira fase, os brasileiros Raoni Monteiro e Neco Padaratz garantiram vaga na terceira fase. Hoje o mar da região de North Shore tinha ondas de 7 a 10 metros de altura, ou seja, incompatíveis para competições oficiais mas perfeitas para uma modalidade cada vez mais popular: as big waves ou ondas gigantes, como as de Waimea, praia próxima onde foi disputada o Quiksilver Eddie Aikau, vencido pelo havaiano Bruce Irons. É perigoso surfar big waves. Como o fundo do mar é de coral (reef brake), uma falha pode custar a vida de quem se aventura. Mas, para os surfistas, o surgimentos dos especialistas, chamados big riders, foi comemorada. "Os big riders têm de estar bem preparados fisicamente para encarar essas condições - tem até de treinar apinéia (mergulho sem respiração) - o que ajuda a elevar a reputação do surfe como esporte." Segundo o assessor de imprensa da Associação Brasileira de Surfistas Profisionais (Abrasp), João Carvalho, as praias mais famosas são Waimea, no Havaí e Mavericks, na Califórnia. Apesar do Brasil ter ondas de no máximo 4 metros, o país tem big riders respeitáveis como Carlos Burle, Eraldo Gueiros e Rodrigo Resende.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.