Maracanã define prazo para a nova cobertura

RIO - A principal e mais polêmica intervenção no Maracanã para a Copa do Mundo de 2014 está muito próxima de acontecer. O processo de instalação do anel de compressão que vai sustentar a lona tensionada - em substituição à antiga cobertura, já demolida - chegou ontem a 56,7% de conclusão (das 60 peças necessárias, 34 foram instaladas). Em outubro ou novembro, a nova cobertura vai ser erguida, processo que deve durar um mês inteiro.

TIAGO ROGERO , O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2012 | 03h04

"É praticamente uma outra obra", disse nesta sexta o presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado, Ícaro Moreno Júnior. A lona terá 68,4 metros de comprimento (ante 30 metros da antiga cobertura) e vai cobrir cerca de 75 mil dos 78.639 lugares do novo Maracanã. Segundo ele, não foi possível cobrir todos porque o estádio tem formato elíptico e a ponta da lona, no centro, precisa ser circular. "Os 68,4 metros de comprimento são o máximo possível."

A demolição da cobertura, antes de ocorrer, chegou a ser questionada pelo Ministério Público Federal do Rio. O órgão e entidades da sociedade civil criticaram a intervenção afirmando que ela desrespeitava o tombamento do Maracanã pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Mas o Iphan autorizou a demolição.

Moreno Júnior, mais uma vez, justificou a opção pela nova lona - que encareceu a reforma em mais de R$ 200 milhões. "Foi uma exigência da Fifa, que queria uma cobertura maior. Além disso, descobrimos um processo de corrosão no concreto. Estudamos muito e a melhor solução foi retirá-la", disse, após participar de palestra no 1.º Encontro de Jornalismo Esportivo das Américas, que terminou sexta.

O Maracanã tem de estar pronto para a Copa das Confederações. O presidente da Emop manteve a previsão de entrega do estádio para janeiro ou fevereiro. Segundo ele, em dezembro, terá início a instalação das cadeiras; em janeiro, o gramado.

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