Divulgação/Efe
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Maradona diz comemorar aniversário mais triste da vida

Ao completar 50 anos, craque diz que melhor presente seria voltar ao comando da seleção argentina

AE-AP, Agência Estado

30 de outubro de 2010 | 12h04

Diego Maradona completou 50 anos neste sábado, com pouco alarde, chamando-o de "o aniversário mais triste da minha vida". O ex-treinador da seleção da Argentina disse que pretende passar o dia tranquilamente em sua casa, em Buenos Aires, no bairro de Ezeiza. "É o aniversário mais triste da minha vida", disse Maradona em uma entrevista ao jornal esportivo Olé. "Um que eu não queria comemorar".  

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Este tem sido um ano difícil para o famoso camisa 10, que dirigiu a Argentina na Copa do Mundo e viu a equipe ser eliminada com uma derrota humilhante por 4 a 0 para a Alemanha nas quartas de final. A derrota causou a saída de Maradona, que foi substituído interinamente por Sergio Batista, seu companheiro na seleção argentina de 1986, que faturou o título mundial no México.

Já se passaram três meses desde que a Associação de Futebol Argentino (AFA) se recusou a renovar o contrato de Maradona. A AFA até estava disposta a mantê-lo, mas não com a maioria de seus assistentes. Maradona se recusou a ceder, e a AFA decidiu dispensá-lo.

"O melhor presente que poderia ter [seria continuar] é a seleção", disse Maradona. "Quando fomos eliminados da Copa do Mundo comecei meu período de luto".

Desde que deixou o cargo de técnico, Maradona já se retratou e disse que ele estaria disposto a voltar sem seus assistentes. Semelhante a sua carreira de jogador, sua passagem de quase dois anos como treinador da Argentina teve muitos altos e baixos.

A Argentina ganhou 18 de 24 jogos com Maradona como treinador. Mas várias das derrotas foram consideradas vergonhosas. As principais foram a goleada por 6 a 1 aplicada pela Bolívia nas Eliminatórias da Copa do Mundo e a eliminação para a Alemanha nas quartas de final do Mundial da África do Sul.

Maradona fez poucas aparições após a Copa do Mundo. A última foi na quinta-feira, quando ele compareceu ao funeral, no palácio presidencial em Buenos Aires, do ex-presidente Nestor Kirchner.

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