Maratona de jogos afeta desempenho de Neymar

Técnico Adilson Batista diz que atacante 'não é máquina' e atribui revés à forte marcação e à aplicação tática do rival

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2011 | 00h00

A maratona que começou no sábado passado no Peru, passou pela Venezuela na estreia pela Libertadores contra o Deportivo Táchira e se encerrou no Pacaembu, ontem, derrubou Neymar. Faltou perna ao garoto de 19 anos na derrota para o Corinthians. Ele não conseguiu ser o jogador abusado de costume.

O santista bem que tentou, buscou o jogo, mas não teve força para fugir da blitz corintiana. Neymar não ficou um segundo sem companhia durante os 90 minutos no clássico. "Não consegui partir para cima dos zagueiros", admitiu o craque. "Mas não tem essa de cansaço, não. Valeu a pena jogar e honrar a camisa do Santos."

As palavras de Neymar, porém, não condizem com o seu comportamento no clássico. Claro que ele foi derrubado algumas vezes. O recurso da falta foi usado para evitar que o craque criasse boas jogadas, mas poucas delas foram necessárias para o garoto desaparecer.

A irreverência do santista, tão presente em outros momentos, só apareceu em duas oportunidades. A primeira, assim que ele entrou em campo. Neymar acrescentou ao seu já famoso corte moicano algumas tranças. A segunda, em uma dança tímida após o gol de Elano.

No restante do clássico, esteve apagado. A má atuação fez até o técnico Adilson Batista sair em defesa de seu jogador na coletiva. "O Neymar é um ser humano, não uma máquina. É humanamente impossível jogar bem em todos os jogos. Ele estava na seleção e no terceiro jogo da sub-20 já estava atuando em um campo todo arrebentado", discursou. "Hoje foi difícil para ele. O Corinthians jogou fechado, o campo estava pesado por causa da chuva e o jogo foi truncado. Marcaram bem o Neymar. Mas logo ele descansa um pouco e volta a jogar o que todos querem."

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