Maratona no Rio: africanos favoritos

Os fundistas africanos são considerados os principais favoritos à vitória na 3ª Maratona BR de Revezamento, neste domingo, a partir das 9 horas, no Aterro do Flamengo, no Rio. O desafio proposto pela organização ? completar a corrida em menos de 2 horas ? será estimulado por um prêmio de US$ 50 mil (cerca de R$ 125 mil). Patrick Ndayisenga, do Burundi, acha que o time africano, que chegou ao Rio na quarta-feira, poderá correr abaixo de 2 horas ou, pelo menos, quebrar o recorde oficial da prova, de 2h06min54, no masculino ? um tempo menor que esse também será recompesado com bônus de US$ 10 mil (cerca de R$ 25 mil). O percurso, de 42.200 metros, foi montado num circuito de 10.550 m. A prova terá 10.200 atletas, divididos em equipes de dois (cada corredor fará 21.100 m), quatro (10.550 m) e oito integrantes (5.275 m). ?Se o recorde individual da maratona é algo em torno de 2h05, é provável que uma equipe de oito corredores consiga quebrar não só o recorde da prova, mas, também, a barreira das 2 horas?, observa Ndayisenga, de 31 anos. O queniano David Cheruiyot, de 21 anos, bicampeão da Volta da Pampulha, de Belo Horizonte, também integrante da equipe, é um dos africanos que mais conhecem as provas do Brasil. Cheruiyot, que chegou a morar em São Paulo, venceu várias corridas de rua no País. Paulo Guerra, de Portugal, considerava sua equipe favorita, antes de saber da participação dos africanos. O tetracampeão europeu de cross country acha que os rivais devem ser considerados favoritos, mas promete não considerar ?a corrida perdida antes de começar?. Domingos Castro, também da equipe portuguesa, não embarcou com os outros integrantes. O vice-campeão mundial dos 10 mil m estava com o passaporte vencido. Castro é considerado o mais experiente do grupo. Valdenor Pereira dos Santos, do Cruzeiro, acha que o Brasil pode esperar uma boa atuação. O fundista piauiense também acha possível correr a prova abaixo de 2 horas. ?O calor e a ultrapassagem sobre os adversários, principalmente para o terceiro ou o quarto homem, devem ser os maiores problemas.? A capitã Zeferina ? Entre as mulheres, Maria Zeferina Baldaia, da Mizuno/PowerBar, que ficou conhecida do público brasileiro ao ganhar a São Silvestre no ano passado, é a capitã de uma equipe que, acredita, é a favorita na categoria de oito integrantes. A ex-cortadora de cana disse que sua equipe está bem preparada. ?As meninas querem a vitória e quebrar o recorde de 2h34min28.? Depois dessa prova, Zeferina segue para os Estados Unidos para a disputa dos 10 quilômetros de Boulder, no Colorado. Também se prepara para competir na Maratona de São Paulo, em julho.

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