Marcelinho, um cometa no São Paulo

Em 8 partidas, garoto do sub-20 já virou referência para o time e foi definido pelo capitão Rogério Ceni como ''fundamental''

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

10 Setembro 2010 | 00h00

Marcelinho é o exemplo mais recente da velocidade do futebol. Há dois meses, estava no Centro de Treinamento de Cotia treinando com a equipe sub-20. Hoje, já é peça fundamental na recuperação do São Paulo no Brasileiro. Bastaram oito jogos para a vida do jovem de 18 anos mudar totalmente.

O meia parou de pegar ônibus e metrô e nem teve tempo de visitar os pais na zona sul da capital. Sabe apenas que o irmão gaba-se do parentesco com a nova sensação do Tricolor e que virou referência de sucesso no bairro onde mora. "Agora não saio mais do CT, moro aqui, meus amigos são os jogadores do time", conta o concentrado Marcelinho, que na verdade se chama Lucas Rodrigues Moura da Silva.

O apelido surgiu quando o jovem ainda atuava nas categorias de base do Corinthians. Como havia jogado por uns meses na escolinha de Marcelinho Carioca, em Diadema, e compartilhava o mesmo nome de muitos colegas, convencionou-se chamá-lo assim. "Combina mais com ele, não consigo me ver o chamando de Lucas", diz Richarlyson, que se tornou um dos melhores amigos do garoto no CT junto com Jorge Wagner e Rodrigo Souto. "Ele conta muitas piadas, tem um astral ótimo, é um palhaço", completa.

Quando surgiu para o futebol, na conquista da Copa São Paulo de Futebol Júnior, no início deste ano, o presidente corintiano, Andrés Sanchez, acusou o São Paulo de "roubar" o garoto do Parque São Jorge. O próprio Marcelinho explica que não foi bem assim. "Como sempre morei na zona sul, era difícil o transporte para a zona leste. Como sempre fui franzino, meu pai exigiu que fizessem trabalho de fortalecimento físico comigo, mas eles sempre enrolaram", explica o jogador. "Logo no primeiro ano no São Paulo, já cresci oito centímetros."

Marcelinho tem talento, mas também sorte. Só neste ano, o São Paulo voltou a apostar nos jogadores da base com a chegada do técnico Sérgio Baresi, ex-comandante do time sub-20. Espelha-se em Rogério Ceni, que já o considera fundamental no time. "É uma honra ser elogiado pelo maior jogador da história do clube. Não posso deixar isso subir à minha cabeça. Mas o meu sonho é um dia ser o melhor do mundo."

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