Marcelo Oliveira, eleito de Mano, ri dos tempos ruins

Lateral fala das 4 cirurgias no joelho e conta como deu a volta por cima

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

19 de junho de 2009 | 00h00

Felipe ou Ronaldo? Mano Menezes não teve dúvida após os 2 a 0 sobre o Inter, anteontem, no Pacaembu: "Gostei muito do Marcelo Oliveira." Após 22 meses perdendo noites de sono por causa de dores, resquício de quatro cirurgias no joelho esquerdo, o lateral superou as dificuldades com bom jogo na decisão da Copa do Brasil, em que deu passe para o primeiro gol, de Jorge Henrique. Ontem, festejava com sorriso largo a redenção. "Sou abençoado por Deus. Nunca pensei em desistir, em parar de jogar. Lutei e, agora, é só comemorar." A história, digna de roteiro de filmes de superação, começou num duelo diante do Goiás, no dia 4 de agosto de 2007. Morumbi com bom público para ver a reestreia de Vampeta e torcer pelo fim de jejum de dez jogos sem vitória. O time ganhou por 1 a 0, mas Marcelo Oliveira não pôde comemorar. Um entorse no joelho, ainda na fase inicial, dava início à sua saga."Minha mãe (dona Giza) teve de deixar minhas duas irmãs pequenas em Piracicaba (Kelly, de 3 anos, e Ketyllen, de 10) para vir cuidar de mim em São Paulo", lembra, emocionado. "Sentia muita dor. Ficava só de barriga para cima, sem conseguir me mexer na cama. Ela e minha esposa (Juliana, na época sua namorada) foram muito importantes na minha vida e, hoje, a alegria delas é maior que a minha."Imobilizado e cabisbaixo, buscava em programas de tevê, normalmente filmes, uma forma de esquecer do futebol. Evitava ver jogos. Naquele período, buscou apoio na religião. "Não que eu fosse bagunceiro, mas tenho de agradecer muito a Deus pela minha volta por cima", enfatiza.Marcelo operou pela primeira vez em agosto de 2007. Numa quarta-feira. "Tive alta na sexta e, na segunda, voltei." Teve infecção hospitalar e, dois meses depois, novamente estava na mesa de cirurgia. Não conseguia recuperar os movimentos e passou por mais duas operações. Ontem, ria ao mostrar as cicatrizes. "Uma, duas, três, quatro, mais um corte. Só perco para o da perna do Ronaldo, que é desse tamanho (de propósito fez gesto exagerado com as mãos)."Ronaldo, por sinal, é o grande incentivador de Marcelo Oliveira. "Logo quando ele (Ronaldo) chegou, veio conversar comigo ao saber pelo que passei, e disse para eu jamais desistir. Fomos para Itu e lá, vendo-o treinar, não teve motivação maior." NOVOS TEMPOSMarcelo Oliveiralateral do Corinthians"Sou abençoado por Deus. Nunca pensei em desistir, em parar de jogar. Lutei e, agora, é só comemorar" "Eu sentia muita dor. Ficava só de barriga para cima, sem conseguir me mexer na cama. Minha mãe e minha esposa foram muito importantes e, hoje, a alegria delas é maior que a minha""Logo quando ele (Ronaldo) chegou, veio conversar comigo ao saber pelo que passei, e disse para eu jamais desistir. Fomos para Itu e lá, vendo-o treinar, não teve motivação maior"

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