Marcos condena Fiel: ''É só futebol, pô!''

Goleiro critica veemência de protestos da torcida, mas reconhece que rival mereceu vencer porque ''teve mais coração''

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2011 | 00h00

Ídolo é ídolo. Marcos deixou isso bem claro, mais uma vez, ontem. Dentro e fora de campo. Ainda com a bola em jogo, logo após sofrer o gol corintiano, chamou a atenção do lateral Alessandro, que fora provocar a torcida palmeirense. Pouco depois, subiu ao ataque com o intuito de empatar o jogo possivelmente numa cabeçada. Ao fim do clássico, deu declarações que só grandes craques, com a sabedoria que a experiência lhes traz, são capazes de dar: "Gostaria de ver essa mesma indignação da torcida no futebol em relação à corrupção na política, por exemplo."

Marcos se referia aos protestos - e, sobretudo, à violência - dos corintianos indignados com a eliminação do time na pré-Libertadores. "Isso aqui, gente, querendo ou não, é só um jogo de futebol. É claro que hoje vou dormir mal, nunca é bom perder, ainda mais um clássico. Mas não vou bater na minha mulher por causa disso, pô. Até porque o Palmeiras continua líder." Sábias palavras de um cara que ama o que faz, e sabe defender e respeitar a camisa que veste com dignidade. Exemplo de conduta.

O goleiro só não gosta de perder. Ainda mais para o arquirrival. "Perder para o Corinthians é complicado de aceitar", lamentou. "Na 1.ª oportunidade que tivemos contra um time grande não fomos bem. Pela justiça divina, eles mereceram mais do que a gente. O Corinthians teve um pouco mais de coração. Se a gente tivesse caprichado (nas conclusões), teria marcado. Mas isso não é uma crítica ao ataque."

Casa em ordem. A diretoria do Palmeiras garantiu ontem que não há mais atrasos nos direitos de imagem dos jogadores. De acordo com o vice-presidente Roberto Frizzo, "tudo já foi quitado". Valdivia, porém, ainda tem a receber uma quantia por sua volta ao clube.

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