Marcos fecha o gol e ameniza polêmica

O relógio marcava 18 minutos do segundo tempo quando Iarley saiu, livre, de frente para Marcos. O atacante do Goiás colocou no canto e o goleiro fez importante defesa. No principal lance dos goianos, o capitão palmeirense cumpriu a recomendação de Vanderlei Luxemburgo e foi impecável. O placar marcava 1 a 0 para o Palmeiras.A bronca da véspera parecia não ter sido bem digerida por Marcos. O goleiro, visivelmente incomodado com o assunto, disse que o silêncio ou as respostas prontas fariam parte de sua rotina de agora em diante. "Dentro do grupo, não ganho para dar entrevistas, só para jogar. Então, só vou jogar", afirmou o capitão palmeirense antes da partida. "Porém, quero esclarecer uma coisa: não disse que o Palmeiras estava precisando contratar um psicólogo, apenas que ele explicaria por que não rendemos bem fora de casa. Isso foi mal interpretado. Mas está tudo resolvido e quero parar com esse assunto."No fim, porém, Marcos não cumpriu a promessa de silêncio. Ao contrário, quis evitar atrito com os companheiros e com Luxemburgo. "O Vanderlei é meu amigo. Se voltei a jogar, é graças a ele. Me deu uma dura para me ajudar", observou. "Claro, fiquei chateado, mas a raiva passa rápido", disse, aliviado com o triunfo.Qual raiva? Com o time? "Com alguns repórteres, que escreveram errado o que disse. O Diego (Souza, meia) só falou para me ajudar. Dei uma entrevista besta e acabou criando a maior polêmica, mas não tem nada", garantiu. Mas vai mudar? "É difícil, né, mudar nosso jeito de ser", sorriu. Se vira Luxemburgo.

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