Marcos renova. E pode virar cartola

Contrato tem 5 anos, 2 como goleiro e o resto como funcionário do clube

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

26 de maio de 2009 | 00h00

Propostas para deixar o Palmeiras nunca faltaram para Marcos. Com o declarado coração alviverde, ele nunca abandonou o Palestra Itália, disputou a Série B do Brasileiro, passou por momentos de alegria e de tristeza. Ontem, o goleiro de 35 anos mostrou mais uma vez seu amor pelo clube, ao assinar novo contrato por cinco temporadas. Um vínculo inovador no futebol brasileiro: serão dois anos como jogador e outros três como funcionário - na comissão técnica ou diretoria.Toninho Cecílio, gerente de futebol, já havia apresentado a proposta ao ídolo da torcida na semana passada. Ninguém tinha dúvida de que o acordo seria fechado. "Há dois anos eu nem esperava que isso fosse acontecer, por tantas lesões que tive", conta o goleiro. "Estou feliz e orgulhoso pelo reconhecimento da diretoria."O vice-presidente Gilberto Cipullo avisa que Marcos não está com data marcada para se aposentar. "Se depois de dois anos ele ainda quiser jogar, faremos outro contrato", explica. O goleiro não gosta de projetar o futuro, mas diz que pode seguir atuando após o fim de 2011. "Se estiver em alto nível, não vejo problema", declara o camisa 12. Marcos está aliviado por não ter de se preocupar com o que fazer após deixar os gramados. "Eu sempre tive a preocupação do que faria depois que eu parasse", contou. "Não estou assinando esse contrato só para tirar dinheiro do Palmeiras. Quero ajudar o clube." Mas qual será sua função no clube, Marcos? "Difícil fazer uma previsão do que eu poderia fazer."A boa fase do goleiro não é nenhuma novidade para quem trabalha com ele no Palmeiras. Na semana passada, foi o responsável por levar o time às quartas de final da Libertadores - pegou três pênaltis contra o Sport. Anteontem, realizou difíceis defesas no empate sem gols frente o São Paulo.As boas atuações bem que poderiam fazer com que Dunga lembrasse de seu nome para as próximas convocações da seleção. Político e educado, Marcos diz que o treinador está escolhendo bem os goleiros, mas não nega que gostaria de voltar a atuar pelo Brasil, principalmente no Mundial de 2010. "Para a Copa talvez eu poderia ajudar um pouco", diz. "Se precisar de um goleiro experiente, bom de grupo, com piadinhas boas, estamos aí", avisa o atleta, que respira ares palmeirenses há mais de 17 anos. "Nunca tive vontade de vestir a camisa de outro clube."

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