Maria Zeferina vai correr para virar vereadora

Fundista disputa prova e, no dia 1.º, voa para ser empossada no Legislativo de Sertãozinho

Brás Henrique, O Estadao de S.Paulo

27 de dezembro de 2008 | 00h00

Maria Zeferina Baldaia, de 36 anos, campeã da São Silvestre em 2001, briga pelo bicampeonato da prova paulistana e já sabe que enfrentará uma maratona, no dia 1º de janeiro, independentemente do resultado da corrida.Na cidade de Sertãozinho, onde nasceu e mora, a atleta será empossada no primeiro dia de 2009 como vereadora. Filiada ao PSDB, foi a 3ª candidata mais votada, escolhida por 1.870 eleitores. "Vai dar para conciliar tudo", garante.No dia 1º, Maria Zeferina pegará o primeiro vôo para Ribeirão Preto, às 7h40, para chegar até as 10 horas na Câmara Municipal de Sertãozinho. Está entusiasmada com a vereança, diz que tem projetos e planos, mas que manterá a rotina de treinos nos canaviais (para resistência) e na pista (para velocidade). "Não abri mão de nada", conta a atleta que, mesmo durante a campanha eleitoral, não parou de treinar. Uma semana após o pleito, Maria Zeferina venceu a Meia-Maratona do Rio e foi a melhor brasileira (17ª) no Mundial dessa modalidade. Com expectativa de disputar provas de distâncias variadas pelos próximos quatro anos, desde corridas de 10 km até maratonas, a fundista não desistiu de um sonho: quer ir para os Jogos de Londres, em 2012. Neste ano, ela não conseguiu índice para a maratona da Olimpíada de Pequim por uma diferença de 1min30. O Brasil teve apenas uma representante, a alagoana Marily dos Santos.Para garantir um fim de ano feliz, Maria Zeferina quer chegar entre as 10 primeiras colocadas da São Silvestre, mas não descarta outra vitória. Principalmente depois de uma boa temporada, em que se viu livre das várias lesões que lhe atormentaram nos últimos anos."A São Silvestre é uma prova diferenciada, em que tudo pode acontecer", afirmou a corredora. " Se eu estiver no pelotão da frente até o quilômetro 12, terei chances", calcula. Apesar de considerar as quenianas favoritas, Maria Zeferina aposta que as brasileiras podem surpreender.

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