Ernesto Rodrigues/AE - 27/1/2011
Ernesto Rodrigues/AE - 27/1/2011

Mariana Silva, promessa que vem do Japão

Judoca paulista, depois de 5 anos de experiência e 'aprendizado' na Ásia, vira aposta para os Jogos do Rio, em 2016

PAULO FAVERO, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2011 | 00h00

SÃO PAULO - O irmão serviu de inspiração e dois medalhistas olímpicos a fizeram acreditar que o sonho pode se tornar realidade. Mariana Silva, 20 anos, promessa do judô, treina dia após dia com um único pensamento: disputar os Jogos do Rio. Ela passou cinco anos estudando e praticando o esporte no Japão, e hoje integra o Projeto Judô em Ação, desenvolvido pelo ex-campeão olímpico Rogério Sampaio, ouro em Barcelona/92. Em 2009, levou o bronze no Mundial Juvenil de Paris "Meu sonho é ir para a Olimpíada e ser campeã. Já penso em 2012, mas seria um sonho vencer no Brasil."

Quando era criança, ela via o irmão, que é oito anos mais velho, treinar judô. E o esporte começou a chamar sua atenção. "Eu sempre o via chegando com medalhas e troféus."

Decidiu então começar a praticar a modalidade, mas como toda criança também se dedicava a outras coisas. "Fiz caratê, capoeira e até participei de um grupo de dança."

Foi em 2000, quando tinha 10 anos, que realmente resolveu levar o judô a sério. "Meu sonho de conquistar uma medalha começou em Sydney, quando vi o Carlos Honorato e o Tiago Camilo lutando." Na ocasião, os dois ganharam prata.

Estimulada pelo feito dos dois, Mariana treinava em uma associação para crianças carentes em Peruíbe. Ela começou a se destacar contra as meninas de sua idade, e aos poucos foi se tornando uma realidade.

Sua vida mudou radicalmente quando recebeu uma proposta para treinar no Japão. Tinha acabado de completar 15 anos e se mudou para o Oriente para fazer o ensino médio. "Fiz 15 anos e fui para Okayama sozinha. Mal falava português e não sabia inglês nem japonês."

Adaptação difícil. O começo foi complicado. Estranhou a comida e tinha dificuldade de comunicação. Mas foi se adaptando e ficou cinco anos no Japão. Chegou a fazer dois anos de faculdade de Educação Física. "Tecnicamente evoluí demais. Lá a gente aprende bem a base e o princípio do judô." Curiosamente, a maior dificuldade é enfrentar as japonesas. "Treinei muito com elas, mas ainda tenho dificuldades. As que estão na minha categoria são, coincidentemente, canhotas, e isso é mais complicado para mim."

Veja também:

link A vez, agora, é das mulheres, aposta técnica da seleção

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.