Marílson, a esperança brasileira na SS

Tudo conspira para mais uma vitória queniana e Marilson Gomes dos Santos é um dos poucos brasileiros em condições para lutar contra o favoritismo estrangeiro na São Silvestre, que tem a prova feminina com largada amanhã, às 15h20 e a masculina às 17h05. Marilson foi o último atleta nacional a conquistar a prova, em 2003, além de ter sido vice-campeão em 2002. Caso vença amanhã, pode ser o terceiro brasileiro a conquistar por duas vezes a São Silvestre. Antes dele, apenas Sebastião Monteiro (em 1945 e 1946) e José João da Silva (1980 e 1985) são bicampeões. ?Fazer pódio na corrida já é muito difícil e vencer é mais ainda. Ganhar duas, então, seria demais, ficaria muito orgulhoso?, afirma o corredor. Mas se Marilson fala de dificuldades, seu técnico é só otimismo.?O Marilson nunca esteve tão bem como agora?, diz o treinador do atleta, Adauto Domingues. ?Pelos indicativos que temos, esse é o melhor dezembro em que ele irá competir. Mas vai ter que correr atrás dos quenianos, que também vão correr muito atrás dele.? O corredor tem um belo retrospecto neste ano: venceu cinco corridas consecutivas (com distâncias entre 5 e 10 mil metros), sendo a última no dia 17, em Barueri. Na preparação visando a São Silvestre, Marilson ficou um mês treinando em Campos do Jordão. Está cumprindo todas as superstições, inclusive a concentração em Santo André, para repetir o feito de 2003, desbancando o favoritismo dos quenianos Robert Cheruiyot (campeão do ano passado), David Chepkwony e John Chemisto. Os outros brasileiros esperam fazer boa figura mas não se consideram nas melhores condições para vencer. É o caso de Vanderlei Cordeiro de Lima (veja abaixo), Frank Caldeira e José Telles. ?Vou tentar fazer uma boa prova e e torcer para que algum brasileiro vença?, disse Caldeira. Segundo ele, os quenianos são favoritos, mas a prova depende de muitos detalhes como a escolha correta da estratégia, que pode ser definida pelas condições de clima. ?Da minha parte vou torcer para fazer calor. Gosto de competir em altas temperaturas e terrenos com muitos altos e baixos.? Telles disse que, como está se dedicando a maratonas, a preparação para a São Silvestre não foi específica. ?Mas estou bem preparado. CHUVA - Caldeira tem motivos para se preocupar com as mudanças de clima durante a corrida. As previsões meteorológicas indicam uma boa possibilidade de chuvas na tarde da tarde deste sábado, o que pode fazer do resultado da São Silvestre uma verdadeira incógnita.

Agencia Estado,

30 de dezembro de 2005 | 19h31

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