Marílson corre pela melhor marca da vida

Brasileiro não pensa em pódio na prova, amanhã. Seu objetivo é baixar o recorde pessoal e se aproximar dos 'grandes'

Amanda Romanelli, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2011 | 00h00

Ao vencer em Nova York por duas vezes ( 2006 e 2008), Marílson Gomes dos Santos entrou para o seleto grupo dos corredores que triunfaram em uma das cinco provas top do mundo das maratonas - o badalado circuito das World Marathon Majors, formado pela disputa nova-iorquina, Chicago, Boston, Berlim e Londres. Amanhã, a partir das 5h45 (de Brasília), o brasileiro participa de mais uma delas. Na capital londrina, porém, o pódio não será seu principal objetivo. A obsessão de Marílson é, finalmente, conseguir melhorar seu recorde pessoal e dar mais um passo para se estabelecer entre os grandes especialistas nos 42,195 km.

Há um consenso no mundo das maratonas de que algumas provas são boas para brigar por colocação. Outras, entretanto, são propícias para a conquista de bons tempos. Nova York, disputada em novembro (às portas do inverno) e com percurso irregular, não garante marcas rápidas. Já Londres, realizada em uma rota plana e com temperatura amena, é um dos lugares para se buscar bons tempos. Não à toa, seis recordes mundiais foram batidos na disputa.

E foi na cidade inglesa que Marílson marcou 2h08min37, seu recorde pessoal, obtido em 2007, quando terminou na 8.ª posição. A estimativa é correr, agora, na casa das 2h07. "Minha esperança inicial é que ele diminua o tempo em relação às 2h08", afirma o técnico Adauto Domingues. "Acho que ele tem possibilidades, se acordar em um bom dia, de chegar às 2h07."

Para alcançar seu objetivo, Marílson participou de provas mais curtas, como a Meia-Maratona de Nova York, depois de ter vencido a Corrida Internacional de São Silvestre. No mesmo período, tornou-se pai de Miguel, fruto da união com a também corredora Juliana. Por causa da chegada do primogênito, Marílson não fez treinamentos na altitude. O aperfeiçoamento deu-se em Santo André, onde mora, e no Parque Ecológico do Tietê, em São Paulo. "O importante é que o Marílson treinou e competiu, durante todo este tempo, sem dores", revela Adauto.

Marílson encontrará em Londres alguns dos principais maratonistas do mundo. Mais uma oportunidade, segundo Adauto, para o brasileiro ir "se acostumando" a duelar com os grandes. À sua frente, estarão quenianos como Martin Lel (em busca de seu 4.º triunfo na Inglaterra), Abel Kirui (atual campeão mundial), Patrick Makau (líder do ranking em 2010) e James Kwambai (dono da 3.ª melhor marca na história). São quatro rivais de peso, que correm entre 2h04 e 2h06, e almejam quebrar o recorde mundial do etíope Haile Gebrselassie - 2h03min59, obtido em Berlim, há quase três anos.

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