Marílson diz que foi a vitória da garra

Uma vitória da garra. Assim o brasileiro Marílson Gomes dos Santos definiu sua conquista na 79ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre. Para completar a festa do Brasil, o paranaense Rômulo Wagner da Silva também mostrou determinação para superar o favoritismo dos quenianos e ficar com a segunda colocação.?Acho que a garra se tornou o principal fator para obter a conquista?, disse Marílson, emocionado, após cruzar a linha de chegada em 43s49. ?Sempre lutei para ganhar esta corrida. Tinha dois quarto lugares e um segundo (foi vice do queniano Robert Cheruiyot no ano passado) e já estava desanimando?, admitiu. ?Mas agora tinha de ser a minha vez?, acrescentou o atleta de Brasília, de 26 anos.Na verdade, o grande favorito era mesmo Cheruiyot, o vencedor da edição de 2002. "Não esperava que os brasileiros vencessem, pensei que o Robert seria campeão?, afirmou o também queniano Martin Lel, terceiro colocado na prova desta quarta-feira."A minha estratégia não deu certo. Na subida (da Brigadeiro Luis Antônio), pensei que conseguiria me distanciar e tentei puxar, mas não consegui manter o ritmo, por isso tive de relaxar", explicou Cheruyot.Para Marílson, os quenianos menosprezaram a força dos brasileiros. "A minha estratégia foi sempre estar no primeiro pelotão. Na Brigadeiro foi onde decidi a prova. O Robert tentava me fechar, mas não deixei. Ele não esperava que eu chegasse tão bem preparado", contou o vencedor, ainda sem acreditar no seu feito. "Até agora estou aéreo, a ficha não caiu. Não consigo falar o que estou sentindo, pois vencer a São Silvestre sempre foi meu objetivo. É muito emocionante."

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