Marilson diz que nada apaga a tristeza de Pequim

Brasileiro afirma que ainda não esqueceu seu desempenho decepcionante nos Jogos Olímpicos

Valéria Zukeran - O Estado de S.Paulo,

30 de outubro de 2008 | 20h04

Marilson dos Santos já está nos Estados Unidos, onde neste domingo tentará sua segunda vitória na Maratona de Nova York, prova na qual foi campeão em 2006. Porém, o atleta admite que nem mesmo um bicampeonato no evento de maior prestígio do atletismo internacional seria suficiente para apagar a tristeza por não ter conseguido um bom desempenho na maratona da Olimpíada de Pequim, na China, em agosto."Acho que infelizmente vou ter de conviver com isso porque é um resultado que não dá para voltar atrás. Só o tempo vai me fazer esquecer, mas com certeza conseguir um grande resultado me ajudaria a superar mais rápido", disse o corredor, por telefone.Ele ainda não encontrou explicação para o que ocorreu na China. "Fiz uma boa preparação, tudo o que tinha de fazer", garantiu. "Mas não consegui desempenhar o que havia treinado. Não estava em um dia legal e, admito, também não esperava uma prova tão rápida. Talvez se tivesse mudado o local de treino para um local de baixa altitude, onde pudesse ser mais rápido...", especulou.Marilson diz que depois de um período de descanso - deixou a China esgotado física e psicologicamente - está em boas condições para correr em Nova York, apesar do pouco tempo de preparação. "Desde a Meia Maratona do Rio (dia 12, quando ficou em oitavo lugar) eu evoluí muito".Como concorrentes, o brasileiro terá outros dois vencedores da Maratona de Nova York: o queniano Paul Tergat, que ganhou em 2004 e já disputou várias edições da São Silvestre, e o sul-africano Hendrick Ramaala, campeão em 2005. O vencedor do ano passado, o queniano Martin Lel, não participará porque está contundido. "É bom termos a volta do Tergat. Ele é um dos grandes atletas do mundo. Faz crescer o nome da prova e de quem conseguir vencê-la", observou Marilson.Com o status de ex-campeão, o brasileiro diz que é bem tratado nos Estados Unidos. "O pessoal sempre me recebeu bem, mas depois que se ganha é diferente". Nesta quinta, o atleta prestigiou uma corrida infantil realizada no Central Park.

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