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Agência Luz
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Marílson dos Santos avisa que não vai 'queimar lenha' em Londres

Fundista traça como meta algo em torno de 2h08min, ainda a dois minutos do seu recorde pessoal

Amanda Romanelli, O Estado de S. Paulo

11 de abril de 2014 | 17h25

LONDRES - Poucas ou nenhuma vez na história uma maratona teve um field (lista de inscritos) tão forte quanto a Maratona de Londres que vai acontecer neste domingo reunindo praticamente todos os principais fundistas da atualidade, inclusive o atual campeão mundial e olímpicos dos 5 mil e dos 10 mil metros, o carismático e veloz Mo Farah.

Entre os principais nomes do pelotão de elite estão dois brasileiros: Paulo Roberto de Almeida Paula e Marílson Gomes dos Santos. O bicampeão da Maratona de Nova York, porém, avisa que não está entre os favoritos para vencer na capital inglesa. Enquanto a perspectiva é de quebra do recorde mundial de Wilson Kipsang, de 2h03min23, Marílson traça como meta algo em torno de 2h08min, ainda a dois minutos do seu recorde pessoal.

"Espero correr entre 2h08min e 2h09min. Tenho de me contentar com a condição que tenho hoje", argumentou o maratonista de 36 anos, que viajou terça-feira para Londres. Durante o treinamento específico para a prova, sofreu com uma virose e quase desistiu de correr.

"A gente decidiu que eu vou fazer a prova, mas de maneira cautelosa. Não vou correr para melhorar minha marca (2h06min34, obtida em Londres/2011). Vai ser uma prova regrada." Outra preocupação do atleta é conseguir um tempo que o coloque na briga pela classificação para o Mundial de Pequim e para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, no ano que vem. "Já gostaria de assumir a liderança do ranking brasileiro."

A meta, porém, é estar nos Jogos do Rio/2016. Por isso, ele sabe que não pode gastar tudo que tem agora. "Sofri um pouco nos treinamentos para Londres por causa dessa virose... Mas tenho a intenção de chegar à Olimpíada bem e, por isso, não posso queimar esse resto de lenha que tenho no meio do ciclo olímpico. Tenho muitos anos de corrida e quero chegar bem a 2016, sem, claro, deixar cair o rendimento. Vou investir tudo na classificação para os Jogos do Rio e numa boa prova lá."

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