Marilson mira nova marca pessoal na Maratona de Berlim

Para qualquer maratonista nada melhor do que a Maratona de Berlim para fazer o melhor tempo da carreira. Com Marilson Gomes dos Santos não é diferente. Principal fundista no Brasil, quinto colocado nos Jogos de Londres/2012, o brasiliense se preparou o ano inteiro para correr neste domingo na Alemanha e fazer o seu novo recorde pessoal.

AE, Agência Estado

24 de setembro de 2013 | 15h01

Hoje sua melhor marca é o tempo de 2h06min34 que fez na Maratona de Londres, 2011. Para tentar baixá-la, ficou 32 dias em treinamento na altitude de 2.600 m, na cidade de Paipa, na Colômbia. Na volta ao Brasil, se revezou entre Campos do Jordão, a cerca de 1.600 m de altitude, e os treinos numa pista em Taubaté, também no Vale do Paraíba.

"Berlim é uma maratona muito rápida e sempre registra quebra de recordes. Não disputei nenhuma prova tão longa no primeiro semestre deste ano, visando especificamente esta prova da Alemanha", comenta Marilson, de 36 anos.

Desde 2003, em quatro vezes a Maratona de Berlim teve o vencedor batendo recorde mundial. Começou com o queniano Paul Tergat (2003), depois teve duas vezes o etíope Haile Gebrselassie como recordista (2007 e 2008) até chegar a vez do queniano Patrick Makau, que cravou 2h03min38 em 2011. Ele, porém, está machucado e não irá correr neste domingo.

"Existem muitas condicionantes numa corrida dessas. Nem sempre sai tudo o que foi pensado", lembra Marilson, que promete correr sem se importar com os adversários. Ele não disputa uma maratona desde a Olimpíada. "No ano passado até fui para Nova York, mas a prova acabou cancelada por causa da tempestade Sandy", se recorda o brasileiro, que buscava o tricampeonato.

Além de baixar seu recorde pessoal, Marilson vive a expectativa de se tornar o recordista sul-americano. Até hoje este posto pertence a Ronaldo da Costa, que venceu em Berlim em 1998, com 2min06s05, na época recorde mundial.

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