Werther Santana/AE
Werther Santana/AE

Marily dos Santos troca treinos em altitude por preparação em sítio

Tudo para correr a São Silvestre mais mais tranquila e relaxada, avisa o técnico e marido

ALESSANDRO LUCCHETTI, Jornal da Tarde

30 de dezembro de 2010 | 08h02

SÃO PAULO - Marily dos Santos deu uma cartada ousada em sua preparação para participar da São Silvestre deste ano. Depois de ser a melhor brasileira em 2009, com a terceira colocação, o mesmo resultado que obtivera no ano anterior, a alagoana trocou os treinos em altitude pelo conforto e aconchego do sítio que planeja ver transformado no Centro de Treinamento do Nordeste, em Ipojuca, na Bahia, a 60 quilômetros de Salvador.

Criada na roça, na zona rural de Joaquim Gomes (AL), Marily retomou a base de sua alimentação, ingerindo leite de cabra e ovo de pato, de onde pretende tirar a energia para acompanhar o ritmo das aparentemente incansáveis fundistas quenianas. Longe das baixas temperaturas de Cuenca, no Equador, e de Campos do Jordão, lugares com elevada altitude onde já se preparou, a atleta tem apresentado bom rendimento nos treinos, segundo o seu marido e técnico, Gilmário Madureira. "A Marily está correndo bem mais tranquila e relaxada", disse Gilmário.

Já o projeto do Centro de Treinamento é uma aposta de Marily em direcionar a carreira para o Nordeste, região que apresentou um crescimento no número de provas e na premiação. A primeira edição da Maratona Maurício de Nassau, no Recife, lhe rendeu R$ 30 mil, por exemplo.

Quanto à prova desta sexta-feira, Marily espera melhorar seu melhor tempo na São Silvestre, que é 52min48. Dependendo da performance das adversárias, isso pode significar até a vitória. No entanto, o nível de competitividade dentro da elite das corredoras brasileiras parece ainda mais parelho neste ano.

Adriana Aparecida da Silva aparece credenciada com o excelente tempo que registrou na Maratona de Berlim, em setembro: 2h32min30, quinto melhor de uma brasileira na história. Já a baiana Edielza Alves dos Santos desponta como favorita quando o critério observado é a regularidade: ela pontuou em 15 etapas do Ranking Nacional. Seus feitos incluem a vitória na Meia-Maratona de Vitória e a segunda colocação na Volta da Pampulha, em Belo Horizonte.

Nomes pouco falados, como o de Zenaide Zeferina, também podem surpreender. Bronze nos 3.000 com obstáculos dos Jogos Pan-Americanos, a atleta tem se revelado bastante competitiva em provas de rua. A grande ausência será Maria Zeferina Baldaia. A campeã da São Silvestre de 2001 se lesionou e não tem condições de competir.

Veja também:

link Ex-vaqueiro busca reação para ir bem na São Silvestre

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.