Marin banca Mano, mas pode mudar de ideia

Presidente da CBF garante que o momento não é de troca e vai ouvir seu assessores sobre permanência do técnico

MATEUS SILVA ALVES , ENVIADO ESPECIAL/ ESTOCOLMO, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2012 | 03h06

José Maria Marin, presidente da CBF, afirmou ontem que não pretende demitir Mano Menezes por causa da derrota na decisão dos Jogos Olímpicos de Londres. A declaração foi dada em Estocolmo, onde na quarta-feira a seleção brasileira vai disputar um amistoso com a Suécia - jogo que o treinador preferia que não existisse por ser muito próximo da decepção com o resultado ruim diante do México.

Segundo o cartola, o trabalho feito por Mano é bom e não pode ser interrompido por causa de uma derrota, ainda que tenha sido uma das derrotas mais duras sofridas pelo Brasil nos últimos anos. "Um mau resultado não poderá derrubar o que tem sido feito há meses", argumentou Marin em entrevista ao portal de internet Terra. "Ele continua, tanto o Mano Menezes quanto o diretor de seleções, Andrés Sanchez, continuam merecendo a nossa total confiança."

Desde os amistosos que a seleção fez nos Estados Unidos, entre o fim de maio e o começo de junho, o presidente da CBF tem elogiado bastante o trabalho de Mano e o ambiente da equipe, então não é surpresa Marin sair em defesa do treinador mesmo em um momento em que muitos torcedores desejam ver uma troca no comando do time. É preciso lembrar, no entanto, que o cartola também tem falado muito em analisar a situação com calma e só tomar uma decisão depois da volta ao Brasil, já tendo ouvido a opinião de diversas pessoas envolvidas com a seleção.

Sendo assim, não é impossível que Marin mude de ideia quando retornar ao País, especialmente se a equipe perder para a Suécia e a pressão popular pela queda de Mano for ainda maior do que já está sendo.

Abatimento. Os jogadores da seleção chegaram a Estocolmo ontem à noite, pelo horário sueco, em clima de absoluto desânimo. Ninguém queria ter de disputar um amistoso quatro dias depois de perder a medalha de ouro dos Jogos de Londres, nem mesmo Mano Menezes, que deixou isso muito claro na entrevista coletiva que concedeu logo após a derrota para o México.

A equipe ainda busca explicações para o desastre, mas não as encontra. E tenta reunir forças para mostrar um bom futebol contra a Suécia e não sofrer uma derrota que poderia complicar ainda mais a situação da equipe. "O momento é difícil, mas não é porque perdemos um jogo que devemos jogar fora tudo o que foi feito. Agora é hora de recarregar as baterias e pensar no futuro", afirmou o zagueiro Thiago Silva, capitão da equipe. "Foi muito complicado para a gente, mas na seleção brasileira você tem de estar animado sempre", disse o volante Rômulo.

Hoje a seleção fará o primeiro de seus dois treinos para o amistoso contra os suecos. Será interessante observar como Mano utilizará os seis jogadores que não estiveram na Olimpíada: Daniel Alves, David Luiz, Dedé, Paulinho, Ramires e Jonas. Desses, apenas Daniel Alves tem a escalação garantida.

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