Marion: as punições podem aumentar

Iaaf quer impedir que velocista trabalhe no atletismo

O Estadao de S.Paulo

10 de outubro de 2007 | 00h00

Apesar de ter devolvido suas cinco medalhas olímpicas, a norte-americana Marion Jones, de 31 anos, não está livre da humilhação, depois de confessar que usou drogas para melhorar seu desempenho. O Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf) podem tirar o nome de Marion do livro de recordes, pedir a devolução de todos os prêmios que ela ganhou em dinheiro e das medalhas do Mundial de Edmonton (2001). E ainda proibir Marion de participar de Olimpíadas como técnica, comentarista ou em qualquer outra atividade.Depois de negar por anos, Marion admitiu numa Corte dos Estados Unidos, na sexta-feira, que consumiu o esteróide sintético THG entre setembro de 2000 e julho de 2001. Na segunda-feira , devolveu as cinco medalhas que ganhou na Olimpíada de Sydney, em 2000, três de ouro (100 m, 200 m e 4 x 400 m) e duas de bronze (salto em distância e 4 x 100 m).Também as integrantes dos revezamentos dos EUA em Sydney devem devolver as medalhas. ''''Não acreditamos que a conquista se deu de forma justa e clamamos para que as atletas devolvam suas medalhas'''', pediu ontem o presidente do Comitê Olímpico dos EUA (Usoc), Peter Ueberroth. Jearl Miles-Clark, Monique Hennagan, Tasha Colander-Richardson estavam no time do 4 x 400 m. Chyste Gaines, Torri Edwards, Nanceen Perry no do 4 x 100 m. Tanto Gaines quanto Edwards já foram punidas por uso de doping.O Usoc irá devolver as medalhas ao Comitê Olímpico Internacional (COI), que decidirá o que fazer. Desde a denúncia de envolvimento de Marion Jones com o laboratório Balco (fornecia o THG a atletas), em 2004, o COI investiga o caso. Os membros do comitê executivo se reúnem em dezembro, em Lausane, Suíça, mas o presidente do COI, Jacques Rogge, pode apressar uma decisão.Jones, que já aceitou uma suspensão de dois anos da Agência Antidoping dos EUA, mesmo aposentada do atletismo, também corre risco de perder as medalhas do Mundial de 2001, duas de ouro (200 m e 4 x 100 m) e uma de prata (100 m).

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