Marion Jones pede para não ser presa após confessar doping

Ex-velocista alega a um juiz dos EUA que já teve punições demais com a perda das medalhas olimpícas

EFE

03 de janeiro de 2008 | 12h16

A atleta americana Marion Jones, que conquistou cinco medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000, pediu a um juiz federal por meio de seus advogados que não seja condenada à prisão, pois acha que já teve punição suficiente após confessar seu doping. Além de Jones, seu compatriota Justin Gatlin apelará contra a sanção de quatro anos imposta pela Agência Americana Antidoping (Usada, em inglês). Pressionada pelos investigadores federais, Marion Jones confessou que tinha mentido e que tinha usado doping antes dos Jogos de Sydney, onde se tornou a primeira mulher a ganhar cinco medalhas em uma mesma edição da competição. A admissão da culpa, em outubro, custou a Marion Jones a perda de suas medalhas e a anulação de seus resultados. A atleta foi submetida a julgamento por mentir aos investigadores e por fraude, e agora aguarda a sentença. Nos documentos judiciais publicados em 31 de dezembro, os advogados de Marion Jones pedem o perdão para sua cliente na sentença que será divulgada na próxima semana. No caso de Justin Gatlin, o atleta anunciou que recorrerá desta sanção por meio de seu advogado John Collins. Se o novo recurso não tiver sucesso, o velocista americano não poderá defender seu título olímpico dos 100 metros rasos nos Jogos de Pequim, em agosto. A primeira suspensão por oito anos a Gatlin tinha sido reduzida para quatro pelo Tribunal de Apelação da Usada, permitindo-o voltar ao atletismo em 25 de maio de 2010.

Tudo o que sabemos sobre:
atletismoMarion Jones

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.